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Cuiabá MT, Quarta-feira, 10 de Junho de 2026

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Sexta-feira, 10 de Setembro de 2010, 20h:08

STAFF CUIABÁ

Paulo Borges deve ocupar lugar de Euclides na Sinfra

ANA ROSA FAGUNDES
Da Reportagem
O vereador Paulo Borges (PSDB) deve deixar a Câmara dos Vereadores de Cuiabá para ocupar o cargo de secretário de Infraestrutura (Sinfra) do município. Na próxima segunda-feira ele se encontra com o prefeito Francisco Galindo (PTB) para definir a questão. O atual secretário, Euclides dos Santos (PSDB) deixa a Pasta para se candidatar à prefeitura de Poconé, numa eleição que será realizada nos próximos dias por determinação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). A saída de Paulo Borges abre vaga para o suplente Thyago Nunes (PSDB), sobrinho da deputada estadual Chica Nunes (PSDB), que também já foi vereadora e presidente da Casa. Paulo Borges afirma que sua possível licença da Câmara não tem relação com clima tenso dentro do Legislativo. O tucano faz parte do grupo que elegeu Júlio Pinheiro (PTB) como o novo presidente para o biênio 2011-2012. Entretanto, o atual presidente, vereador Deucimar Silva (PP), acusou compra de votos por parte de Pinheiro. O progressista afirmou que tem vídeos que compravam isso e encaminhou ao Ministério Público. O vereador conta que Wilson Santos (PSDB), quando ainda era prefeito, já havia feito esse convite. “Agora, o prefeito Galindo fez esse convite novamente. Vou ainda conversar com ele nesta segunda, mas há essa possibilidade de eu ficar na Sinfra”. Conforme o vereador, Euclides vai ajudar na campanha de Wilson ao governo do Estado nessa reta final da campanha eleitoral em Poconé, e já se prepara para a eleição suplementar do município, que ainda não foi marcada. O prefeito eleito em 2008, Clóvis Damião (PTB), e a vice Nilce Leite (PT) foram cassados por abuso de poder econômico, conforme informações da Justiça Eleitoral. Euclides disputou a eleição e ficou em segundo lugar com 8.597 votos, enquanto Clóvis teve 9.323. O presidente da Câmara Municipal de Poconé, vereador Nei Rondon (PTB), está no comando da prefeitura. Conforme a legislação eleitoral, se o prefeito cassado obteve mais de 50% dos votos é necessário fazer uma nova eleição. Nesse intervalo entre a cassação e a nova eleição, o presidente do Legislativo assume a prefeitura. Se o prefeito cassado tivesse ganho com menos de 50% dos votos, o segundo colocado seria empossado automaticamente.

Edição EDIÇÃO 16959




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