O governador Blairo Maggi (PR) descartou ontem a possibilidade de vir a assumir a presidência da Agência Executora da Copa. Não posso, tenho que ficar tocando o governo, frisou. Segundo Maggi, a mensagem que trata da instituição da agência está em fase de término e deverá ser encaminhada para a Assembleia Legislativa até o dia 8 de setembro. De acordo com o chefe do Executivo estadual, a agência deverá ser composta por seis diretores, entre eles um diretor-presidente. A agência deverá obedecer formato de agência reguladora, com mandato de cinco anos. Na prática, a ideia visa eliminar as chances de interferências políticas e do próprio Executivo estadual nas ações delineadas pela agência. Entre os nomes mais cotados para assumir a presidência da agência está o do secretário extraordinário de Apoio e Acompanhamento das Políticas Ambientais e Fundiárias, Adilton Sachetti (PR). O perfil do ex-prefeito de Rondonópolis, de hábil executor, coloca Sachetti em posição de vantagem para assumir a agência. Ao avaliar o assunto, o governador faz questão de destacar que o presidente da agência deve direcionar seu foco à gerência eficaz dos trabalhos pertinentes ao Mundial de 2014. Ele também ressalta que o gestor deve estar desvinculado de possíveis pretensões políticas. Para o chefe do Executivo estadual, é fundamental que o presidente da agência garanta a plena execução dos projetos previstos para a Copa que será sediada pela capital mato-grossense. O governador lembrou ainda que existem prazos para ser cumpridos em relação aos projetos. Nesse contexto, o Estado deverá assegurar investimentos da ordem de R$ 1 bilhão por meio de recursos próprios e ainda através do auxílio de fundações. No caixa do governo, por enquanto, estão reservados R$ 100 milhões, que farão parte do bolo aproximado de R$ 430 milhões a serem destinados para a construção do novo estádio Verdão. (SF)