Acompanharam o voto do relator todos os 13 outros membros do pleno do Conselho Nacional de Justiça. Como o presidente do CNJ, ministro Gilmar Mendes, não presidiu a sessão de julgamento, o corregedor nacional de Justiça, ministro Gilson Dipp, assumiu o lugar de Mendes e não votou. Isso só aconteceria em caso de desempate. Na avaliação do conselheiro Walter Nunes, a defesa dos 10 magistrados se centrou em questões isoladas e não conseguiram provar a legalidade dos pagamentos. Ele também frisou que os juízes envolvidos deveriam, na verdade, ter denunciado o esquema. Já no entendimento do conselheiro Felipe Locke, os administradores do TJ, que era comandado por Ferreira Leite, fizeram pequenos pagamentos a outros magistrados numa manobra de pano de fundo para não dar margens a denúncias dos demais magistrados que não foram privilegiados. O posicionamento mais duro veio do conselheiro Jefferson Kravchychyn. Em seu posicionamento, ele disse que há uma quadrilha instalada em Mato Grosso há muito tempo. Ele ainda completou que os valores em questão foram roubados dos cofres do Tribunal de Justiça. Ele também se mostrou irritado com o posicionamento de um dos advogados dos envolvidos, que pediu para que o julgamento não fosse pautado nas pressões feitas pela imprensa. Eu estou votando com base nas provas que estão nos autos e não em páginas de jornal, protestou o conselheiro. O conselheiro Jorge Hélio, que foi indicado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para compor o pleno do CNJ, também argumentou que muitos advogados de Mato Grosso já faziam muitas reclamações sobre irregulares no Poder Judiciário do Estado. (AA)