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Quinta-feira, 08 de Maio de 2008, 21h:38

RELATÓRIO

Em audiência, servidores cobram reajuste

Sindicalistas, integrantes do Fórum Sindical, aproveitou a apresentação do balanço fiscal para reivindicar do governo

JULIANA SCARDUA
Da Reportagem
O coordenador do fórum de sindicatos de servidores públicos de Mato Grosso, Adolfo Grassi, acusou a equipe econômica do governo de manipular os números do orçamento estadual na negativa ao aumento salarial à categoria. As farpas foram lançadas ao final da apresentação de relatório do cumprimento de metas fiscais, feita pela Secretaria de Fazenda (Sefaz) na Assembléia Legislativa. “Sentimos que está havendo uma blindagem. Os números reais não estão chegando às mãos do governador para sua tomada de decisão”, lançou o coordenador do fórum sindical diante do secretário de Fazenda, Éder Moraes, e membros do staff estadual. Ele ainda se queixou de que vetos a reajustes de ganhos reais nos últimos anos aos funcionários do Poder Executivo se dão na contramão ao aumento de gastos com a folha de pessoal no Judiciário e Legislativo. “Estão fazendo economia no Executivo e depois se esbanja nos outros Poderes. E nós é que somos penalizados”, critica o sindicalista. As reclamações foram rebatidas por interlocutores do governo: “Não adianta forçar a barra em cima do que não se terá. O governador sabe até onde pode ir”, respondeu Éder Moraes. “Sempre houve a reposição e o chamamento ao diálogo por parte do governador. Isso não pode ser desprezado”, reforça o secretário-chefe da Casa Civil, Eumar Roberto Novacki. O governador Blairo Maggi (PR) não esteve presente à audiência pública. Ele participou ontem, em Brasília, da cerimônia de lançamento do Plano Amazônia Sustentável (PAS). A nova campanha salarial encampada pelos servidores cedeu palco a uma verdadeira celeuma entre funcionários públicos e Poder Executivo nos últimos dias, incluindo protestos às portas do Palácio Paiaguás. No cerne das reclamações, servidores cobram ao Estado a reposição de perdas salariais computadas ao longo dos anos. Em geral, as alas de servidores também sustentam que a proposta inicial formulada pelo governo, de forma universal às categorias, além de não recompor as perdas, oferta ganhos reais pífios. A proposta consistia no reajuste escalonado de 20% pulverizados de 2008 a 2010. Descontando-se a recomposição anual pelas perdas com a inflação, o cálculo é de que o aumento real não ultrapasse a faixa de 6%. O assunto será discutido entre deputados estaduais e o governador Blairo Maggi em audiência no Palácio Paiaguás nesta segunda-feira.

Edição EDIÇÃO 16959




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