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Segunda-feira, 03 de Junho de 2013, 20h:57

SUPOSTA FRAUDE

Deputado pede inquérito na Seduc

O Ministério Público Estadual (MPE) e a Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e contra a Administração Pública devem instaurar inquéritos para apurar denúncias de supostas fraudes em licitações da Secretaria de Estado de Educação (Seduc). O pedido de investigação partiu do deputado estadual Airton Português (PSD), que protocolou requerimento no último dia 29. À promotora Ana Cristina Bardusco da Silva, da 14ª Promotoria Criminal Especializada em Defesa da Administração Pública e da Ordem Tributária, o social-democrata pediu a instauração de um inquérito para apurar suposto ato de improbidade. Já ao delegado Rogério Atílio Modelli, o pedido abrangeu investigações quanto à possibilidade da prática de crimes de peculato e fraudes em licitações. Português justifica o pedido ressaltando denúncias recentes feitas pela imprensa de supostas fraudes nas licitações para contratação de empresas que fariam reformas em escolas públicas por todo o Estado. O deputado cita suspeitas de que parte das empreiteiras seriam empresas de fachadas ou que seriam de propriedade do próprio secretário de Estado de Educação, Ságuas Moraes (PT). O petista, por sua vez, atribui às denúncias a um “jogo político”. Para Ságuas, as acusações são “um assunto requentato” que teve origem à época da exoneração da irmã de Português, Vanice Marques, da secretaria-adjunta de Estrutura Escolar. “A irmã dele saiu da secretaria e ele se revoltou. Mas ela mesma foi chamada pelo MPE para prestar esclarecimentos sobre a carta que escreveu e disse que só a fez porque estava magoada”, diz o secretário em referência ao documento que circulou pela imprensa relatando supostas irregularidades na Seduc. Ságuas ainda garante que nunca possuiu nenhuma empresa ligada à construção civil e que todos os trabalhos da Pasta são acompanhados em tempo integral por auditores do Estado e do Tribunal de Contas do Estado (TCE). “Não tem como ter empresa fantasma aqui sem que estes profissionais vejam”, enfatiza.

Edição EDIÇÃO 16959




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