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Segunda-feira, 15 de Junho de 2009, 20h:54

PROGRESSISTAS

Cúpula não aceita candidatura imposta

Líderes do Partido Progressista reunidos ontem em Cuiabá avisaram que não aceitarão imposições mesmo que dos partidos aliados

ALEXANDRE APRÁ
Especial para o Diário
“Não vamos aceitar pratos feitos. Nós vamos discutir o projeto político de 2010 junto com a sociedade e não em reuniões de cúpula de partido em quatro paredes”. Essa foi a declaração do presidente da Assembléia Legislativa de Mato Grosso, deputado estadual José Riva (PP), logo depois da reunião da Executiva regional da sigla progressista, realizada na manhã de ontem, em Cuiabá. Em um discurso que defende a participação popular na formulação das chapas majoritárias, o parlamentar garante que não há exigência do PP em ter candidatura própria. No entanto, ele não descarta a possibilidade de uma disputa ao governo, sob a condição de ser bem aceita pela sociedade mato-grossense. Sem citar nomes, o recado de Riva parece ter sido dirigido uma ao vice-governador Silval Barbosa (PMDB), que, em pré-campanha, já não mais esconde sua pretensão em ser o candidato da sucessão de Maggi, pela base do governo. “Pelo que me lembro o governador Blairo Maggi foi eleito em 2002 e reeleito em 2006 por um arco de alianças. Mas, parece que as decisões para 2010 estão sendo tomadas de maneira unilateral”, reclamou o parlamentar, citando o DEM como um bom aliado da sigla progressista. Participaram desse encontro, na sede do diretório estadual da agremiação, os principais líderes do partido. Entre eles, o presidente do diretório, secretário de Ciência e Tecnologia, Francisco Daltro, os deputados Eliene Lima, Pedro Henry e Maksuês Leite e o presidente do diretório municipal da Capital, Walter Rabello. O secretário-executivo do Ministério das Cidades, Rodrigo Figueiredo, também participou da reunião. Riva também aproveitou a oportunidade para criticar aquilo que chamou de distanciamento político do governador Blairo Maggi (PR). Para ele, o republicano se preocupa muito com questões relacionadas à governabilidade e administração do Estado e se esquece das questões políticos em torno da sucessão do ano que vem. Uma das deliberações, de acordo com o principal cacique do PP de Mato Grosso, foi a formalização de uma agenda positiva para que os principais líderes da sigla comece a percorrer as cidades do interior. Tudo isso, segundo Riva, para ouvir a população e os seus anseios. “Só depois que percorremos todo o Estado, lá pro fim do ano, nós vamos começar a fortalecer um nome forte e, claro, sem deixar de discutir com os outros partidos. Nós só não podemos é cair no mesmo erro de outras siglas de lançar um nome e depois ter que recuar”, justificou o deputado, numa clara referência ao diretor-geral do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes, Luiz Antônio Pagot (PR), que havia se lançado na disputa ao governo, mas, retirou o seu nome sob o argumento de que as atividades na estatal lhe exigiam dedicação exclusiva.

Edição EDIÇÃO 16959




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