POLÍCIA
Sábado, 02 de Agosto de 2008, 14h:02
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DHPP
Número de desaparecidos tem queda
O número de pessoas desaparecidas no primeiro semestre deste ano na Grande Cuiabá caiu 37,41% se comparado ao mesmo período de 2007. Entre janeiro e junho de 2007, a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) registrou 286 desaparecimentos de pessoas. Neste ano, o número despencou para 179. A maior parte dos casos são de fugas. Segundo o policial civil Gardel de Lima, responsável pela Seção de Desaparecidos da DHPP, não existe uma explicação plausível para essa diminuição, mas ele acredita que as pessoas estão tendo mais consciência em seus atos. As pessoas estão pensando um pouco mais antes de tomar uma decisão, explicou. Entre os principais motivos, Gardel enumera as brigas familiares e desavenças. Isso tudo contribui para as fugas, principalmente de jovens que se mudam para outras cidades ou ficam na rua. Uma pequena parte é de sumiço mesmo, completa. Conforme o levantamento da DHPP, cerca de dois terços dos desaparecidos está situado na faixa etária de 17 a 35 anos, mas cada faixa possui um motivo diferente para fugir ou desaparecer de casa. Até 10 anos, a fuga é gerada por brigas familiares. A criança não agüenta mais as discussões no lar e foge. Por isso, a harmonia entre os familiares é importante, ressaltou. Na faixa etária que vai de 11 a 17 anos, os jovens procuram aventura, saem com colegas, muitas vezes com más-companhias. Mas há casos provocados por desavenças familiares. Quem tem entre 17 e 35 anos está vulnerável por causa das drogas, além de bebidas e briga em casa. Os idosos que somem geralmente possuem problemas neurológicos. Conforme Gardel, muitos jovens mudam de cidade e demoram para entrar em contato com familiares ou simplesmente perdem contato. Os pais, então procuram a polícia. É o caso de Robson Fernandes de Souza, que há quatro anos sumiu de sua casa, no Jardim Fortaleza, em Cuiabá. Na ocasião, tinha 15 anos. A última vez que foi visto, bateu na janela de casa e mostrou para a mãe uma passagem dizendo que iria viajar. Desde então, os pais dele não tiveram mais notícias. Casos como esses são freqüentes na delegacia, frisou. Gardel lembrou que as pessoas ao chegarem até a DHPP para o registro de queixa, devem trazer fotografia do desaparecido. A fotografia facilita o nosso