POLÍCIA
Terça-feira, 25 de Março de 2014, 20h:37
A
A
ANDARILHO INCENDIADO
Menores podem ficar em liberdade
ADILSON ROSA
Da Reportagem
Amanhã termina o prazo para que a Polícia Civil consiga vagas para três garotos infratores e uma infratora em algum complexo socioeducativo do Estado. Caso contrário, serão colocados em liberdade. Os quatro são suspeitos de terem ateado fogo no andarilho Firmino Escobar da Silva, 44, que morreu em consequência das queimaduras. O crime ocorreu na madrugada de sábado na cidade de Tangará da Serra (a 240 quilômetros da Capital) e, no final do dia, foram detidos e levados para a Delegacia Municipal. A Vara da Infância e Juventude também é favorável ao internamento dos infratores. Eles deveriam ser transferidos para o Complexo do Pomeri em Cuiabá, mas foram informados de que não há vagas para menores de outras comarcas. Segundo a delegada Nubya Beatriz Gomes dos Reis, responsável pelas investigações, os adolescentes aproveitaram que o andarilho estava dormindo em frente a uma igreja na cidade para agredi-lo e, não satisfeitos incendiaram a vítima, que teve 45% do corpo queimado. Ela acrescentou que os menores viram o homem dormindo e, inicialmente começaram a bater nele. Dos cinco menores, três decidiram comprar álcool em um posto de combustível para atear fogo em Firmino. Uma das meninas comprou o produto e o trouxe em uma garrafa pet. Em seguida, ela atirou o álcool contra vítima ferida pelas agressões, outro infrator ateou fogo enquanto o terceiro adolescente assistia a tudo, frisou. Socorrido pelo Samu e pelo Corpo de Bombeiros, ele chegou a ser levado a um hospital da cidade, mas morreu, horas depois. A delegada explicou que, ao serem perguntados sobre a motivação apenas afirmaram que era porque deu vontade de matar. Diante dos fatos, a delegada representou pela internação de todos eles, sendo que os três que atearam fogo responderão por homicídio e os dois que participaram apenas das agressões iniciais, por tentativa de homicídio pois confessaram a intenção de matar. Eles foram localizados por um conjunto de provas, com o auxílio de imagens e duas testemunhas. Desde o conhecimento do fato estávamos à procura dos adolescentes, finalizou Nubya. Os menores tem passagens pela polícia por atos infracionais de tráfico de drogas, lesão corporal e latrocínio.