MUNDO
Sexta-feira, 11 de Novembro de 2011, 19h:39
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ITÁLIA
Medidas agradam e mercado mundial reage
O pacote de austeridade prevê 59,6 bilhões de euros economizados em cortes de gastos e arrecadados em aumento de impostos, para equilibrar o orçamento italiano
As Bolsas de Valores reagiram bem às novas medidas de austeridade aprovadas ontem pelo Senado da Itália - que ainda passarão pela Câmara - e os títulos de dez anos da dívida italiana tiveram uma melhora, fechando rendimento em 6,45%. Em reação, a União Europeia (UE) manteve a pressão, dizendo que o país precisa de "reformas, e não eleições". O plano também fixa medidas para estimular o emprego e o aumento do crescimento econômico, quase nulo nos últimos anos. A ratificação definitiva do projeto deve ocorrer neste fim de semana na Câmara dos Deputados. Após sua aprovação total, o primeiro-ministro, Silvio Berlusconi, deve cumprir o prometido e apresentar sua renúncia. Em resposta, mercados da Europa e nos EUA reagiram bem, com um aumento do preço das ações. A UE, no entanto, seguiu pressionando o país. O presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, disse que "o país precisa de reformas, não eleições". A opção que aparece com mais força para a era pós-Berlusconi é a formação de um governo técnico capaz de se entender com todas as forças políticas para tirar a Itália da difícil situação na qual se encontra. Para liderar o governo, o nome mais forte é o do economista e ex-comissário europeu Mario Monti, 68, que conta com um grande apoio entre as forças parlamentares e foi nomeado senador vitalício pelo presidente. Monti votou pela primeira vez na Câmara Alta. APROVAÇÃO O texto do projeto de Lei de Orçamentos e da emenda com algumas das reformas prometidas à UE foi aprovado anteontem pela comissão de Balanço do Senado, que acelerou os trâmites para que o documento estivesse pronto para chegar ontem à Câmara Alta. Segundo a emissora britânica BBC, o pacote de austeridade prevê 59,6 bilhões de euros economizados em cortes de gastos e arrecadados em aumento de impostos, com o objetivo de equilibrar o orçamento italiano até 2014. Cedendo a crescentes pressões políticas, o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, confirmou na terça-feira que renunciaria ao cargo após a aplicação das medidas de austeridade para reduzir o deficit público do país exigidas pela UE. GRÉCIA O governo de coalizão grego de Lucas Papademos prestou juramento na tarde de ontem na Presidência do país. O governo de unidade nacional, anunciado nesta quinta-feira, tem ministros de ultradireita pela primeira vez desde o retorno da democracia após a ditadura militar, em 1974. O socialista Evangelos Venizelos seguirá à frente do ministério das Finanças, enquanto o ex-comissário europeu Stavros Dimas, um liberal, será o chanceler do novo governo de unidade nacional.