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MUNDO
Quarta-feira, 08 de Fevereiro de 2012, 19h:36

SÍRIA

Explosão de carro-bomba deixa 50 mortos

Segundo a oposição, um total de 18 bebês prematuros morreram ontem após o corte do fornecimento de energia decorrente dos bombardeios em um hospital de Homs

A explosão de um carro-bomba em Homs, no centro da Síria, matou 50 e feriu várias pessoas ontem, entre civis e membros das forças de segurança, informou a TV estatal síria. Autoridades informaram que perseguem "grupos terroristas" em Homs, grande foco da onda de contestação ao regime, acusando-os de estarem por trás da violência. No entanto, militantes sírios afirmam que o Exército realiza uma violenta campanha na cidade para reprimir a revolta. Em Idleb (noroeste), segundo a TV, "um grupo terrorista armado atacou um prédio de recrutas militares, e as forças entraram em confronto com o grupo, matando alguns terroristas". Ao menos 47 pessoas foram mortas ontem em uma nova ofensiva contra Homs, atacada pelo 5º dia consecutivo, indicou o OSDH (Observatório Sírio dos Direitos Humanos), com sede no Reino Unido. "A eletricidade voltou brevemente e pudemos entrar em contato com outros ativistas. Nós contamos 47 mortos desde a meia-noite", afirmou o opositor Mohammad Hassan por telefone. Um total de 18 bebês prematuros morreram ontem após o corte do fornecimento de energia decorrente dos bombardeios em um hospital de Homs, segundo o Conselho Nacional Sírio (CNS), o principal grupo da oposição. Ainda Ontem, de acordo com o OSDH, homens leais a Assad mataram pelo menos 20 civis ao invadirem as casas de três famílias na periferia de Homs. "Milicianos ligados a Assad invadiram três casas durante a noite e massacraram uma família de cinco pessoas, uma família de sete, em outra casa, e de oito em uma terceira", disse à Reuters o dissidente no exílio Rami Abdelrahman, que chefia o Observatório, com sede na Inglaterra. As autoridades sírias não comentaram os relatos. Segundo a ONU, mais de 5.000 pessoas, a maioria civis, já morreram na repressão aos protestos na Síria. O governo sírio diz enfrentar a ação de "terroristas armados" que, com apoio estrangeiro, tentam desestabilizar o país. ARMAS Também ontem, o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, pediu ao governo e à oposição na Síria que limitem o uso das armas, e se mostrou contra uma intervenção estrangeira no conflito desse país. "Devemos ajudar, assessorar na hora de limitar alguns pontos, como por exemplo, que as partes não tenham a possibilidade de usar armas", afirmou Putin durante uma reunião de líderes religiosos russos, além de enfatizar: "mas, em nenhum caso, interferir" nos assuntos da Síria. "Condenamos qualquer tipo de violência, independentemente de quem for, mas não se pode agir de modo inconsequente. É preciso deixar as pessoas decidirem seu próprio futuro", disse, entrevistado pelas agências russas. Putin citou a situação na Líbia e destacou que "hoje ninguém fala do que está acontecendo em Sirte e outras cidades que apoiaram seu ex-líder (Muammar) Khadafi".

Edição EDIÇÃO 16959




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