ESPORTES
Segunda-feira, 05 de Abril de 2010, 20h:36
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PAULISTÃO
Reforços decepcionam no São Paulo
Com isso Marlos consegue ganhar espaço com o técnico Ricardo Gomes e pode acabar se firmando como titular nas próximas partidas
MARCIUS AZEVEDO
Da Agência Estado São Paulo
São Paulo A opção por Marlos contra o Botafogo não foi baseada apenas no fato de o técnico Ricardo Gomes considerá-lo talentoso e de um futuro promissor. O jogador de 21 anos ganhou uma chance como titular porque o chefe, por enquanto, não está satisfeito com o rendimento dos reforços que chegaram para resolver o problema da ligação entre meio de campo e ataque. A primeira tentativa foi com Marcelinho Paraíba. Ele foi titular no começo do ano, mas, aos poucos, foi perdendo espaço, e atualmente tem entrado poucos minutos no decorrer dos jogos. A diretoria já avalia se contratar o veterano de 34 anos foi um erro, acarretado por uma falsa ilusão causada pelo bom desempenho que ele teve no último Campeonato Brasileiro, jogando pelo Coritiba. Marcelinho, na verdade, voltou ao clube depois de 10 anos como solução, mas, até aqui, não tem uma boa relação custo-benefício. O salário na faixa dos R$ 150 mil é considerado alto pelo pouco que ele produziu em campo. Fora dele, ele ainda tem abusado das noitadas. Sem ter Marcelinho em boas condições, Ricardo Gomes decidiu então apostar em Léo Lima. No começo, deu certo. Ele foi bem nas vitórias sobre Rio Branco e Nacional, empolgou o torcedor, mas não demorou para cair de rendimento. As pífias atuações nas derrotas para Bragantino e Corinthians fizeram o treinador sacá-lo da equipe que empatou com o Monterrey. No domingo, contra o Botafogo, ele ficou fora porque estava suspenso por ter recebido o terceiro cartão amarelo, mas deve ficar no banco para enfrentar o Santo André, nesta quarta. Léo Lima foi apontado como um dos culpados pela lentidão do meio de campo, além de abusar das jogadas de efeito em momentos desnecessários. Ontem, ao lado de Washington, ele ficou trabalhando fundamentos. A cena foi até constrangedora. Apenas os dois jogadores ficaram em um dos campos do CT com o treinador. Eles trabalharam passes e finalizações, enquanto os outros jogadores ficaram no Reffis ou, no máximo, fizeram uma corrida leve no gramado, até mesmo os que não enfrentaram o Botafogo. ALTO INVESTIMENTO - A situação de Cléber Santana não é muito diferente. O jogador, até aqui, não rendeu o que se esperava dele. Quando aceitou pagar 1,5 milhão de euros (R$ 3,5 milhões) para comprar 50% dos direitos federativos do Atlético de Madri, o presidente Juvenal Juvêncio imaginou estar fazendo um investimento seguro. Em campo, porém, o ex-santista ainda não se firmou. Ele tem alternado boas e más atuações e, por isso, vive um constante entra e sai da equipe. Foi titular contra o Monterrey, mas ficou no banco contra o Botafogo. Pelo jeito, Cléber Santana terá de esperar um pouco mais para ter outra chance porque, além de Marlos, Jorge Wagner também foi bem contra o Botafogo, com duas assistências. "A concorrência é grande. O importante é respeitar o que o Ricardo decidir", disse o lateral-esquerdo Junior Cesar, que já amargou um tempo no banco. Rodrigo Souto não esconde sua felicidade por ter feito três gols nos últimos três jogos do São Paulo. A boa fase ofensiva, porém, não é o principal motivo para ele ter conquistado um lugar no time com o técnico Ricardo Gomes. O volante está ganhando espaço porque obedeceu uma orientação do treinador. "Ele pede para eu ficar mais, resguardar lá atrás porque normalmente jogamos com três meias." Ele revela que precisou de readaptar à função. No Santos, foi segundo volante por muito tempo. "Aqui minha primeira função é ajudar na parte defensiva. Claro que o volante moderno também precisa chegar na área para ajudar, mas sem dar espaço na marcação."Por isso, Souto está aproveitando para aparecer no ataque na bola parada. Foi assim no clássico contra o Corinthians, quando aproveitou o rebote em uma falta batida por Hernanes e uma outra cobrança de Cicinho para marcar duas vezes. No último domingo, na vitória sobre o Botafogo por 5 a 0, no Morumbi, lá estava ele na área para desviar para o gol em um escanteio cobrado por Jorge Wagner. "Sempre é bom marcar uns golzinhos", sorri o volante. A cobrança pelos gols, revela o jogador, é grande dentro de casa "A patroa (Gabriela) já estava cobrando. Fiz dois contra o Corinthians e ela queria mais para os meus filhos (Rodrigo e Gabriel)", comentou. "O importante é ter ajudado o time neste momento decisivo."