A Argentina desembarcou na Venezuela com um monte de estrelas e cantada em verso e prosa como a grande favorita ao título. A presença de estrelas como Riquelme, Messi, Tevez, Crespo, Mascherano e Verón dá aos venezuelanos a sensação de que os argentinos estão levando o torneio mais a sério do que o Brasil, que frustrou as expectativas ao aparecer sem suas principais figuras, Kaká e Ronaldinho Gaúcho. Para Dunga, no entanto, é um erro considerar que a Argentina se encontra muito acima do nível das outras equipes. "Em toda competição na América do Sul os favoritos sempre são Argentina e Brasil. É verdade que eles têm um elenco muito qualificado, mas o Brasil também tem. Os jogos vão se decidir no campo, e não no papel." O desafio do treinador é mostrar que pode levar longe um time muito menos badalado que o argentino. O discurso que traz na ponta da língua desde que assumiu o cargo, de que a seleção não pode ter estrelas e que o importante é o empenho coletivo, será colocado à prova na Copa América. "Os 22 jogadores são importantes para mim, e trabalho para que todos tenham condição de entrar no time. Temos várias opções de qualidade para mexer na equipe quando for necessário e estou satisfeito com o elenco que tenho aqui."