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Cuiabá MT, Quarta-feira, 10 de Junho de 2026

Editoriais
Sábado, 06 de Março de 2010, 14h:15

Direitos iguais

A grande conquista feminina não é o direito de igualdade entre mulheres e homens, pois essa condição existe e tem amparo na legislação que assegura enquanto princípio pétreo tratamento igualitário a todos, independentemente de sexo, cor, credo ou raça. A vitória das mulheres acontecerá quando o entendimento riscar de vez a data que lhes é dedicada, porque todos os dias pertencem à raça humana. O Brasil é suficientemente maduro política e socialmente e, nessa condição, precisa abolir as datas que tentam ressuscitar ou criar fossos entre sexos, classes sociais, ideologias e credos. É preciso que haja grande conscientização em nome da conciliação nacional de modo a assegurar igualdade aos opostos. Não se pode negar que lamentavelmente a mulher ainda sofre alguns tipos de discriminações. Isso, de igual modo, também se verifica com os demais componentes sociais. Idosos são mantidos longe do convívio familiar. Portadores de necessidades especiais lutam contra barreiras físicas. Crianças são utilizadas em trabalhos degradantes. Índios são vistos com ressalvas. Há grupos racistas. Homossexuais são perseguidos. Mas, essas situações não traduzem a regra de conduta do Estado nem personificam o sentimento popular. O discurso “de vítima” que deu vida a movimentos organizados em defesa desse ou daquele segmento perdeu a essência, caiu no vazio. Ao invés de atos de protestos, os militantes dos movimentos sociais segmentados deveriam partir para novo enfoque buscando sempre o aprofundamento das relações entre os opostos e os que se completam. A mulher tem o espaço que conquista; o homem também. Não há impeditivos para que o ocupante desse ou daquele cargo obrigatoriamente tenha que ser do sexo masculino ou feminino. As oportunidades são iguais para todos. Se a mulher ocupa menos espaço na política tal condição não pode ser debitada ao chamado “machismo”, porque a legislação eleitoral confere a todos direitos iguais. Talvez a acanhada presença feminina nos cargos eletivos se deva à falta de vontade política das mulheres. Os concursos públicos não reservam vagas exclusivas para esse ou aquele sexo. O mercado de trabalho é eclético. A ciência, a arte, o esporte, a cultura, a magistratura, os efetivos militares e policiais são compartilhados por mulheres e homens. Direitos, deveres e oportunidades iguais são traços característicos da população brasileira, independentemente de sexo. No entanto, é preciso que se reconheça que a mulher foi mantida em plano inferior desde o Brasil colônia até recentemente. Essa dolorosa e longa fase passou. Dela extraiu-se a nova mulher brasileira, independente, altiva, charmosa, bonita, envolvente, sedutora e culta, atributos esses incompatíveis com o rótulo de sofredora que erroneamente tenham lhe impingir. Lamentavelmente a mulher ainda sofre alguns tipos de discriminações

Edição EDIÇÃO 16959




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