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ECONOMIA
Sexta-feira, 26 de Fevereiro de 2010, 10h:25

Pantanal e Estado são parceiros, frisa Garcia

A parceria a qual se referiu o presidente da Pantanal Energia, Fábio Garcia, é o compromisso firmado em dezembro com o governo do Estado que unificou discursos em torno do gás natural. Naquela ocasião a térmica foi incluída como prioridade do Estado junto à União e em razão do peso deste reconhecimento, a Pantanal, em acordo emergencial, se comprometeu – mesmo acumulando prejuízo em cifras não divulgadas – a transportar o gás para MT Gás até o dia 31 de janeiro deste ano. No decorrer deste período, articulações seriam realizadas em prol do restabelecimento contínuo do gás. Como o transporte levou mais tempo do que o programado para ser iniciado, o acordo foi prorrogado para até o próximo dia 28. Caso não haja dilatação, já no início de março o mercado automotivo do gás e fábrica da Sadia voltará a ficar sem o insumo como ocorreu do início de dezembro de 2009 a meados de janeiro de 2010. Em 2008, o Estado também deixou de abastecer por mais de 70 dias os seis postos que comercializam o gás em Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis, como também à Sadia. Em relação às custas do transporte, nos últimos dois anos, sem gerar um megawatt de energia e sem ter receita, Empresa Produtora de Energia (EPE) – braço da Pantanal que gera energia - pagou à GasOcidente cerca de US$ 50 milhões para custear o transporte do gás em solo estadual. Foram cerca de R$ 3,6 milhões ao mês, ou, R$ 86 milhões. Em contrapartida, a MT Gás, pagou cerca de R$ 12 a 20 mil por mês pelo “frete” à GasOcidente. “Essa é parte pequena do prejuízo deste período, já que para ter o gás em território mato-grossense custeamos operações de transporte também no lado boliviano”, explica. MAIS PROBLEMAS – Em meio à crise do gás, o governo mato-grossense obteve êxito em negociações diretas com a Bolívia e conseguiu firmar contrato de compra e venda de gás por dez anos. O acordo foi assinado em setembro do ano passado. Pouco dias depois, o Estado foi pego de surpresa por uma decisão judicial arbitral que suspendeu a habilitação da GasOcidente para o transporte. Hoje Mato Grosso tem volume disponível da Bolívia, mas não tem como trazer o combustível. A solução prática, é o firmamento de um contrato direto entre GasOcidente e MT Gás, porém, o volume demandado por dia pelo Estado, hoje em torno de 20 mil metros cúbicos, não gera renda suficiente à GasOcidente para cobrir o ‘frete’. “Com a usina em ação, a GasOcidente transportava {hipoteticamente falando} um caminhão de latas de refrigerante. Agora, o caminho a percorrer é o mesmo, porém, o transporte é de uma latinha da bebida. Para remunerar o frete é preciso aumentar o valor da operação e aumentando o valor da operação, o frete se torna inviável à MT Gás, por que se ele repassar isso aos postos, o gás não terá competitividade”. Em outras palavras, Garcia volta a depender a usina. “Em operação máxima, a usina pode absorver até 2,2 milhões de m³. O transporte para MT Gás custa o mesmo para trazer 20 mil m³, ou 2,2 milhões. Somente a térmica deixa o combustível competitivo”. (MP)

Edição EDIÇÃO 16959




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