ECONOMIA
Quinta-feira, 18 de Março de 2010, 21h:45
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EFEITO MORALES
Gás natural até abril
Pela 3ª vez neste ano, contrato emergencial que permite o
transporte do insumo foi renovado entre Estado e GasOcidente
MARIANNA PERES
Da Editoria
Pelo menos até os primeiros dias de maio a oferta de gás natural aos postos de combustível e à fabrica da Sadia, em Várzea Grande, está garantida. Ontem, a Secretaria de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme) e a Companhia Mato-grossense de Gás (MT Gás), confirmaram a prorrogação do contrato emergencial de transporte do combustível junto à GasOcidente até o dia 30 de abril. Esta é a terceira renovação concedida a um contrato que tem como objetivo permitir o suprimento do gás natural ao Estado, que tem contrato firme com a Bolívia válido por dez anos. O atual acordo em vigor expiraria no dia 20. Com a manutenção da prestação do serviço, o fornecimento aos sete postos em funcionamento em, Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis, bem como à Sadia, ficam assegurados no período. Mesmo com esta nova prorrogação, continuamos buscando uma solução definitiva para o abastecimento de GNV em Mato Grosso, enfatiza o secretário de Indústria, Comércio, Minas e Energia, Pedro Nadaf. O transporte do combustível está sendo possível após um entendimento entre Estado e a Pantanal, que em dezembro de 2009 deu origem a um contrato emergencial que vigoraria até 31 de janeiro passado. Como neste entendimento ficou estabelecido que durante o abastecimento de gás as autoridades estaduais buscariam soluções definitivas à crise do combustível e esta articulação priorizaria também a reativação da usina térmica, as prorrogações para o transporte do gás estão sendo possíveis. A térmica controlada pela Empresa Produtora de Energia (EPE), também pertence à Pantanal Energia. O diretor-presidente da holding, Fábio Garcia, não foi encontrado para repercutir o assunto. ACONTECIMENTOS O Estado buscou e conseguiu entendimento com o governo boliviano e obteve êxito ao firmar um contrato de compra e venda de gás por dez anos. Porém, Mato Grosso ainda vive a insegurança do insumo porque o transporte de gás da Bolívia até o Distrito Industrial de Cuiabá vinha sendo feito pela GasOcidente, um braço da Pantanal Energia, mas interrompido em outubro do ano passado por força de uma decisão judicial arbitral contra a empresa. Sem poder trazer gás, o contrato entre Estado e Bolívia não estava sendo cumprido até o final do ano passado, já que sem a operação da usina que demanda maior volume de gás, a GasOCidente teve seu custo de frete majorado sem receber na mesma proporção. Sem gerar energia a Pantanal Energia está há dois anos sem receita e, ao longo desse período, manteve investimentos da ordem de US$ 50 milhões para custear o transporte do gás somente em território estadual para atender a MT Gás. Foram cerca de R$ 3,6 milhões ao mês, ou R$ 86 milhões. Em contrapartida, a MT Gás pagou cerca de R$ 12 a 20 mil por mês pelo frete à GasOcidente, cifras proporcionais ao volume consumido.