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ECONOMIA
Sexta-feira, 26 de Janeiro de 2007, 20h:14

CRÉDITO

Cooperativismo triplicará participação em dez anos

Banco Central vê boas perspectivas de crescimento para o cooperativismo

O chefe do Departamento de Organização do Sistema Financeiro do Banco Central, Luiz Edson Feltrin, afirmou em Cuiabá que em um prazo de 10 anos o cooperativismo de crédito poderá triplicar a sua participação no mercado financeiro. Segundo ele, há um grande espaço a ser ocupado pelo cooperativismo de crédito no país. “A evolução só depende da seriedade com que os dirigentes vão atuar, bem como do envolvimento dos cooperados e da profissionalização do sistema como um todo”, lembrou. Com cerca de 1.400 cooperativas e 37 centrais, o sistema cooperativo de crédito representa hoje “algo entre 2% e 3% de qualquer indicador do sistema financeiro nacional”. A expectativa de Edson Feltrin é de que o sistema se fortaleça cada fez mais, atingindo nos próximos patamares de crescimento expressivos e ocupando uma boa fatia do mercado. Feltrin disse não ter dúvidas de que a Resolução 3.106/03, que criou a possibilidade de livre admissão nas cooperativas, foi a “grande divisora de águas” do cooperativismo de crédito no Brasil. “A resolução abriu caminhos para a expansão do sistema”, conta. Segundo o representante do Banco Central, depois do advento da Resolução 3.106 surgiram pelo menos 100 novas cooperativas de livre admissão no país. Além das singulares já criadas, o Banco Central conta com uma demanda de 130 pleitos – todos em fase de análise – para implantação de novas cooperativas na área de crédito. NÚMEROS - Mais de 40 cooperativas de crédito, cerca de 100 mil cooperados e 1.400 colaboradores em Mato Grosso. Os números do cooperativismo de crédito indicam que o setor foi um dos que mais cresceram nestes últimos anos. Só um sistema – o Sicoob - conta com 20 cooperativas de crédito. De acordo com o presidente da Central das Cooperativas de Crédito dos Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul (Sicoob Central MT/MS), Jadir Girotto, o cooperativismo de crédito se apresenta como o melhor instrumento para alavancar o desenvolvimento sócio-econômico e promover a inclusão social no país. “O segmento cooperativista vem desempenhando fundamental papel no processo de socialização do crédito, levando apoio aos pequenos e às comunidades desassistidas. Sem dúvida, o cooperativismo é uma das grandes ferramentas para promovermos o desenvolvimento do país”, disse ele. HISTÓRIA - No Brasil, o cooperativismo de crédito teve seu início em 1902, na cidade de Nova Petrópolis, Rio Grande do Sul. “Imaginava-se que [o cooperativismo] fosse apenas mais uma opção no mercado. Mas o sistema mostrou-se a alternativa mais viável para garantir o acesso da população ao sistema financeiro, além de oferecer vantagens comparativas em relação aos bancos tradicionais quanto às taxas de juro e de serviço, rendimento nas aplicações e, principalmente, atendimento”, destacou Girotto. Hoje, o cooperativismo de crédito já responde por uma parcela significa do mercado financeiro do país, com possibilidades de expansão devido ao amadurecimento do sistema e à necessidade dos usuários dos bancos tradicionais buscarem alternativas próprias e vantagens competitivas. “As perspectivas para o cooperativismo de crédito são promissoras e acredito novos avanços serão alcançados nos próximos anos”, disse o presidente do Sicoob MT/MS.

Edição EDIÇÃO 16959




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