CIDADES
Sábado, 16 de Agosto de 2008, 15h:11
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Técnica ajuda a elucidar crimes
Além da medicina, a hipnose tem sido empregada para auxiliar advogados e promotores a desvendarem crimes, como já ocorre no Paraná. O objetivo é obter informações de pessoas que tenham testemunhado ou sido vítimas de agressões e crimes violentos. Contraditoriamente, também pode ser usada para ações criminosas. Há registros de casos em que inescrupulosos aproveitam da técnica para fazer com que uma pessoa vá até um caixa eletrônico e saque todo o dinheiro. Foi o que aconteceu com uma moradora do bairro Verdão que, parada por desconhecidos na porta de casa, foi conduzida por eles, depois de hipnotizada, até uma agência bancária para sacar a poupança da família no valor de R$ 30 mil e entregar, sem nenhum tipo de coação, o dinheiro aos assaltantes. Ela contou estar em transe durante todo o tempo e não ter se dado conta do que acontecia. O fato foi relatado à polícia em boletim de ocorrência. Entretanto, hipnólogo Roberto Joaquim de SantAnna Júnior garante que, mesmo a pessoa estando em transe, só faz o que julgar ser o melhor para ela. O que defende a pessoa é o consciente. Se ela entender que é para o bem dela, ela faz, diz. Se a pessoa não tiver índole, vontade ou for contra os seus valores espirituais, não irá matar alguém, acrescenta. Ele observa ainda que em todas as profissões há charlatões. A hipnose não deve ser utilizada para brincadeiras, alerta. Por isso, exige formação, preparo e habilitação. Portanto, usada por pessoas competentes e bem-intencionadas, a hipnose não causa danos. Hoje, a técnica tem sido usada para construir a auto-estima, mudar hábitos, perder peso, parar de fumar, acessar memórias passadas, modificar hábitos comportamentais indesejados em adultos e crianças, tratar a ansiedade, medos, fobias, depressão, estresse, preparação de pacientes pré e pós-cirurgia, controle da dor, entre inúmeras outras indicações. (JD)