CIDADES
Segunda-feira, 15 de Junho de 2009, 20h:32
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PRESERVAÇÃO
Menos 86% de desmate em área de proteção
Dado é apontado pelo Sipam e diz respeito às diferenças entre 2007 e 2008 em unidades de conservação, reservas particulares e terras indígenas
Um levantamento realizado pelo Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) revelou que 11,8 mil hectares foram desmatados ilegalmente em áreas de unidades de conservação, reservas particulares e terras indígenas em Mato Grosso durante o ano de 2008. Os dados coletados entre junho e setembro apontam uma queda de 86% de devastação da floresta em comparação ao mesmo período de 2007, que registrou 91 mil hectares. As áreas de preservação já acumulam ao menos 980 mil hectares derrubados no Estado, na região florestal. As 69 terras indígenas mato-grossenses apresentam os índices de desmatamento mais preocupantes do relatório, segundo informações do Sipam. Durante 2008, sete mil hectares de vegetação que deveriam ser preservados foram destruídos. Em 2007, foram derrubados 37 mil hectares. No total acumulado desde 2005, a destruição atinge 439 mil hectares das terras indígenas. A aldeia Marawatsede, em Alto Boa Vista, lidera a lista das mais devastadas ano passado, com 1,341 mil hectares destruídos. As 40 unidades de conservação estaduais foram o segundo principal alvo dos desmatadores. Durante os meses da análise, 4.648 mil hectares da mata desapareceram. Número que, apesar de alarmante, também revela redução da devastação, comparado ao total de 2007, que atingiu 14,4 mil hectares. Dos 541.700 mil hectares já destruídos nas unidades de conservação estaduais, grande parte está nos arredores da Capital. Ao contrário do que se imagina, a área mais devastada das unidades de conservação estaduais está nas cabeceiras do rio Cuiabá. No ano de 2008, foram 2.881 mil hectares destruídos nas margens que, em tese, são protegidas por lei. As áreas de conservação federais sofreram o menor impacto da destruição humana no decorrer de 2008. Foram 254 hectares de área devastada contra 14.400 mil hectares de 2007. Até 2005 já haviam sido derrubados 60.954 mil hectares da Floresta Amazônica nas oito áreas federais. O analista ambiental da Coordenadoria de Unidades de Conservação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Elder Monteiro, afirma que a redução nos dados do desmatamento em relação a anos anteriores é fruto de ações intensas nas áreas, como a contratação de 23 gerentes e agentes ambientais para as 40 unidades estaduais. Hoje o que atrapalha o combate ao desmatamento nas unidades é a falta de recursos humanos e equipamentos. Contudo, a presença dos servidores públicos teve um efeito positivo, frisa Elder. Segundo ele, os desmatadores dessas áreas são moradores da região que o governo não indenizou para que deixassem as terras, grileiros e produtores rurais. O que fizemos com o desmatamento agora precisamos fazer com as queimadas, ainda um grande problema, analisou. Durante o levantamento do Sipam foram analisadas imagens de satélite do ProAE. O relatório é feito desde 2005.