CIDADES
Quinta-feira, 19 de Junho de 2008, 21h:21
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CENTRO HISTÓRICO
Lojistas querem rigor quanto à fiação
Da mesma forma que cobrados para retirar letreiros desconformes, comerciantes vão acionar órgãos para que concluam rebaixamento dos fios
DANA CAMPOS
Da Reportagem
Iniciada em outubro de 2007, a obra de rebaixamento da fiação de luz e telefone do Centro Histórico de Cuiabá, orçada em cerca de R$ 7 milhões, ainda não foi concluída. O projeto piloto foi realizado no entorno da praça Bispo Dom José. No entanto, a atividade está paralisada e hoje os 753 lojistas da região exigem do poder público que as mesmas medidas tomadas para a adequação das fachadas publicitárias por parte dos comerciantes sejam iguais na questão do rebaixamento dos fios na área central da Capital. Conforme o presidente da Associação dos Lojistas do Centro Histórico, Paulo Salem, o projeto de aviltamento deve ser encarado pelos governantes e pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) de forma igualitária. Já estamos elaborando um processo no qual acionaremos o Ministério Público no intuito de cobrar que tanto o poder público quanto as empresas responsáveis pela fiação sejam notificadas diante da poluição visual causada pelos fios. Na época, explicou Salen, o projeto recebeu total apoio do Iphan, no entanto, atualmente o processo está parado e o Instituto não toma nenhuma medida. Conforme o chefe da sub-regional do Iphan de Mato Grosso em exercício, Tadeu Silva, o órgão não possui normas de adequação para a situação dos fios no Centro Histórico. Essa questão difere da questão da fachada. Neste caso, nós não temos uma lei ou normativa que determina as formas e medidas da fiação no Centro. Ela acaba enquadrando nas normas gerais de proteção ao patrimônio público histórico e cultural. Ele ainda destacou que por isso o Iphan é favorável ao posicionamento da Associação. É uma luta justa. Conforme Salen, o plano de recuperação do Centro Histórico existe desde 2004. E o rebaixamento da fiação, assim como o combate à prostituição, a implantação da polícia comunitária, a inclusão do Centro Histórico no roteiro turístico do município fazem parte desse projeto elaborado pela Associação. Ele afirmou que foram realizados vários encontros com o prefeito Wilson Santos para debater as necessidades de uma revitalização da região. Entretanto, somente em 2007 foi dado início ao processo de rebaixamento, na gestão de João Carlos Vicente Ferreira, então secretário de Cultura de Mato Grosso. O atual secretário de Cultura, Paulo Pitaluga, foi procurado pela reportagem, mas não pode se pronunciar porque estava em reunião, seguiria em viagem e retornaria somente na segunda-feira.