Na última segunda-feira, a Associação dos Produtores Rurais da Gleba Suiá Missú (Aprosum) ingressou com recurso especial junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter à decisão que cassou a liminar que permitia a permanência dos não-índios na área de 165 mil hectares demarcada como reserva indígena Marãiwatséde, da etnia Xavante. Segundo o advogado de defesa da Apromsum, Luiz Alfredo Feresin, o argumento utilizado foi o mesmo de um recurso que teria sido apresentado por um grupo de índios que também são contrários a demarcação da reserva. Eles alegam que o território da verdadeira aldeia Xavante está localizado a 70 km da gleba, nas proximidades do rio Xavantinho. A área só não teria sido demarcada como reserva indígena porque, à época do processo, a Fundação Nacional do Índio (Funai) teria descoberto que o local já havia sido desapropriado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). (LN)