BRASIL
Quinta-feira, 17 de Maio de 2007, 21h:04
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CPIs DO APAGÃO
Comandos divergem sobre investigações
Os comandos das CPIs do Apagão Aéreo da Câmara e do Senado tiveram ontem a primeira divergência pública sobre as investigações da crise área. O presidente da CPI da Câmara, deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), e o relator da CPI no Senado, Demóstenes Torres (DEM-GO), demonstraram ter visões distintas sobre os relatórios finais a serem elaborados pelas CPIs. Castro disse que seria um "escândalo" se as duas comissões chegarem a resultados diferentes ao final das investigações. Demóstenes, por outro lado, afirmou que resultados diferentes podem naturalmente ocorrer em duas investigações distintas - mesmo quando abordam o mesmo tema. "Não seria um escândalo. Pode ser que uma Casa, por diversidade ou questões políticas, tenha opiniões divergentes", afirmou o relator. "Se trabalharmos separadamente, isso pode trazer conflitos. Se chegássemos separadamente a objetos diferentes, seria um escândalo. Nossa disposição é trabalhar conjuntamente", disse Castro. O presidente da CPI do Senado, Tião Viana (PT-AC), ressaltou que os regimentos da Câmara e do Senado não permitem a realização de sessões conjuntas às duas CPIs uma vez que elas foram criadas separadamente. SENADO Os integrantes da CPI do Senado, instalada ontem, se reuniram com o comando da CPI da Câmara para trocar informações sobre as investigações em andamento pelos deputados. Os senadores também foram à Polícia Federal, CGU (Controladoria Geral da União) e PGR (Procuradoria Geral da República) para ter acesso a documentos e informações já reunidas a respeito da crise aérea e da queda do Boeing da Gol no ano passado. DEPOIMENTO Em depoimento ontem de cerca de 3 horas à CPI do Apagão Aéreo na Câmara, o coronel Rufino Antonio da Silva Ferreira, chefe da comissão da Aeronáutica que investiga a queda do Boeing da Gol, em 29 de setembro de 2006, disse que não conseguiu ouvir até hoje os controladores de vôo que estavam em serviço no dia do acidente, e nem os pilotos do jato Legacy, que colidiu com Boeing. Ele revelou também que até hoje a Aeronáutica não abriu inquérito policial militar para apurar as eventuais responsabilidades dos controladores. "Todas as entrevistas são muito importantes", observou o coronel Segundo ele, após o acidente da Gol já foram feitas recomendações ao Comando da Aeronáutica para o treinamento dos controladores de vôo, que inclui curso de inglês e procedimentos para autorização de planos de vôos para aeronaves.