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Cuiabá MT, Quarta-feira, 10 de Junho de 2026

ARTIGO
Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2010, 20h:19

PAULO ZAVIASKY

A Secom-MT do governo Silval

Nesta sexta-feira lavei a alma. Deixaram-me entrar no Palácio do governo estadual que vi nascer no governo do Fragelli que o construiu e deu o nome de uma tribo indígena, os Paiaguás, que adoravam comer os cuiabanos assados em fatias de churrasco. Eram índios antropófagos e quase desconhecidos. Tantos governadores cuiabanos que trocaram nomes de ilustres filhos da terra por ilustres desconhecidos daqui, até de Filinto Müller, Dutra, Rondon, D. Aquino... Já venderam até ruas, becos, travessas de Cuiabá, mas não tiram esse nome “Paiaguás” escolhido por aqueles dezenove membros de uma seita religiosa fanática que se reuniam naquele salão embaixo da piscina da residência oficial dos governadores que Frederico Campos mandou desativar e entupir tudo em 1980. Os segredos ainda não contados sobre o que acontecia debaixo da piscina da residência oficial dos governadores de antanho, ainda vou contar aqui mesmo neste espaço sagrado. Uma dessas badernas subterrâneas era do famoso grupo campo-grandense que conspirava contra Mato Grosso na luta pela divisão do Estado, aqui mesmo debaixo de nossos narizes e daquela piscina de tantas histórias, onde Cuiabá tinha uma só trincheira de luta contra os divisionistas que era o jornal “EQUIPE”, onde apenas eu e o empresário João “Balão” chutamos o balde e alteramos o silêncio dos chiados das carroças e dos carros de boi cuiabanos. Apesar de perdermos essa luta e dos nove vira-casacas, cuiabanos covardes que sempre existem nas melhores famílias deste mundo em que vivemos, em troca de cargos, carguinhos e cargões do Fragelli e os seus amigos indígenas Paiaguás, os comedores de cuiabanos assados. Leiam a nossa história. Enfim, após o governo de Frederico e do final do governo de Julio Campos, riscaram meu nome do cerimonial e entrei em coma político por quase trinta anos, sendo barrado no baile à fantasia de todos os governantes que, aliás, nem devem saber disso por causa da blindagem que fizeram com a maioria dos reis naquele assopro no fundo o tubo dos ouvidos dos monarcas. Depois de quase trinta anos de calabouço fora do reino, recebo um convite de Carlos Bezerra para desafiar a lei da gravidade e subir os degraus da fama daquele palácio quase apagado em minha memória. Receoso, por interpretações que poderiam ser maldosas, como para aqueles que não conhecem minha independência política e, principalmente financeira, como procura de emprego, publicidades, contratos financeiros, conchavos ou esquemas que tanto adornaram outro bom governante, o Blairo Maggi que, sem saber de nada, foi cercado de muros e taipas para não saber o que acontecia por aqui nas ruas de seu reino, fui até a SECOM-MT, Secretaria de Estado da Comunicação Social de Mato Grosso que tanto ajudei a criar, junto ao Onofre Ribeiro, Fernandinho Borges, José Garcia, homônimo do ex-governador e filho de nosso histórico Tote Garcia; Meneghini, Lenine e tantos outros bons de verdade. Para a minha grande alegria, revendo os heróis de hoje, que até deixo de citar, justamente para evitar interpretações de outros quanto suas missões árduas, carregando bolsas de cimentos nas costas, só vi alegrias, todos de bem com a vida e mais jovens. Como ficou linda a SECOM de hoje. Jovens de bem com a vida, lindas moças e profissionais de grande gabarito enfeitam e provam porque a comunicação governamental de hoje é respeitada e copiada. Rádio, jornal e TV, coisa de gente grande e que merecem minha admiração, pela jovialidade e pelo carinho respeitável e contagiante. Como valeu a pena visitar, permitam-me, nossa SECOM-MT. Revi grandes amigos, grandes profissionais e exímios alunos que me honraram nos abraços naquele reino encantado onde não posso deixar de citar um dos grandes responsáveis por isso tudo, dentro de sua simplicidade e modéstia de sempre, e que também me convidou para essa visita, o diplomata jornalista Osmar de Carvalho, Secretário de Comunicação Social do governo de Mato Grosso que sempre foi e ainda o é: gente que faz! * PAULO ZAVIASKY é jornalista [email protected]

Edição EDIÇÃO 16959




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