Primeira Página
Sexta-feira, 01 de Novembro de 2013, 19h:21
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VÁRZEA GRANDE
Waldir afirma que sofreu ameaças
THAISA PIMPÃO
Da Reportagem
O presidente da Câmara de Várzea Grande, vereador Waldir Bento (PMDB), revelou ter sofrido ameaça quase seguida de agressão física, no dia 23 de outubro, durante a sessão em que sete parlamentares votaram pelo seu afastamento do comando da mesa diretora. Tenho testemunho da Procuradoria Geral, da diretoria, de outros vereadores e funcionários. Sou uma pessoa de bem, não vou aceitar nenhum tipo de agressão. A fita que gravou tudo está aí. Já requisitei uma cópia para tomar as medidas cabíveis, revelou, sem, contudo, detalhar quais ameaças sofreu e de quem elas partiram. O peemedebista tem enfrentado forte pressão dos colegas nos últimos meses. Isso porque, conforme inquérito instaurado pelo Ministério Público do Estado (MPE), teria contratado irregularmente 16 servidores para cargos que precisavam ser preenchidos por meio de concurso público. Esses servidores foram contratados em caráter de urgência. Foi uma questão de necessidade. Para se ter ideia, a situação era tão crítica que, quando assumi o cargo em janeiro, a porta da presidência estava trancada, justificou Waldir. Uma Comissão Processante foi instaurada, sob o comando de Fábio Saad (PTC), independente das investigações do MPE e culminou no pedido de afastamento de Waldir do cargo principal da Casa. Durante a apreciação do pedido na Câmara, somente 15 dos 21 vereadores estavam em plenário. Mesmo assim, o próprio Waldir resolveu colocar o texto em votação. Sete parlamentares foram a favor do afastamento; três contra e cinco se abstiveram. O Regimento Interno, porém, prevê a necessidade de aprovação de dois terços dos parlamentares para que pedidos de afastamento tenham validade. Este foi o argumento usado por Waldir para ingressar com pedido na Justiça para que pudesse retornar ao cargo. Dessa maneira, no último dia 30, uma liminar proferida pelo juiz da Primeira Vara da Fazenda Pública, Alexandre Elias Filho, deu ao peemedebista o direito de ocupar novamente a presidência da mesa diretora. Waldir alega que nenhuma irregularidade está comprovada. É apenas um inquérito. Eu encaminhei resposta em tempo hábil. Nunca me ausentei, fui duas ou três vezes ao MP porque sei que sigo o Regimento Interno. Quem não deve não teme, disse. O presidente ainda afirma que tem a pretensão de tentar o mais rápido possível resolver a situação e ameniza a má fase alegando que não tem postura centralizadora, como defendem alguns colegas. A mesa diretora tem conhecimento de tudo que é feito aqui dentro. As contratações em si são de atribuição da Mesa. Além disso, todo cidadão pode acessar, pelo site de transparência, chamado Aplic, as nossas ações. Esses dados são encaminhados mensalmente ao Tribunal de Contas do Estado. Minha prestação de contas está sendo cumprida dentro da lei, garantiu.