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Vuolo pai e Vuolo Filho, em vistoria às obras da ponte rodoferroviária, no Rio Paraná, ente Aparecida do Taboado (MS) e Rubinéia (SP), marco para a implantação dos trilhos entre Rondonópolis e o Porto de Santos (SP)
O economista Vicente Vuolo não integra a lista de convidados para a inauguração, no sábado (20), do 1º trecho do terminal da estrada de ferro que leva o nome do seu pai, o ex-senador Vicente Vuolo, que foi prefeito de Cuiabá.
A obra fica em Dom Aquino (166 km ao Sul de Cuiabá). É o primeiro grande passo para a execução do projeto, que contempla a extensão dos trilhos de Rondonópolis (212 km ao Sul) a Lucas do Rio Verde (354 km ao Norte).
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"Não fui convidado para representar o meu saudoso pai na solenidade, nem pelo Governo do Estado e nem pela empresa Rumo. Foram 50 anos de luta para a realização desse sonho. Mesmo assim, desejo uma bela festa", lamentou Vuolo Filho, mas redes.
O economista tem feito cobranças sistemáticas à concessionária e ao Governo do Estado sobre o 'desinteresse' pela extensão desses trilhos para Cuiabá, onde seria construído um ramal.
Membro da Comissão UFMT Pró-Ferrovia Senador Vicente Vuolo, o economista criticou a forma como o contrato com a Rumo foi feito para a execução das obras da ferrovia estadual.
"A Rumo Logística, que controla a maior malha ferroviária do país, os principais impactos econômicos e com uma posição dominante no Governo de Mato Grosso, está prejudicando o desenvolvimento da Baixada Cuiabana e incentivando a criação de 2 estados: um cada vez mais rico e outro cada vez mais pobre (Baixada e Grande Cáceres)", disse Vuolo, em entrevista, no mês passsado.
O DIÁRIO teve acesso a uma nota técnica que revela, com efeito, que, no contrato entre a Rumo e o Governo (na gestão Mauro Mendes), não há obrigação sobre a extensão dos trilhos para a capital-mato-grossense
A Comissão da UFMT elaborou um projeto que viabiliza a chegada da ferrovia em Cuiabá, em direção a Lucas do Rio Verde.
Mostra, ainda, a viabilidade de se estender esse trilhos para Cáceres (225 km a Oeste da Capital), em direção à Bolívia e ao Oceano Pacífico.
Inicialmente, a inauguração de sábado contaria com a presença do presidente Lula (PT).
Por problemas em agenda, ele designou o vice Geraldo Alckmin (PSB) para representá-lo no evento.




