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Primeira Página
Quinta-feira, 19 de Setembro de 2013, 21h:32

AUXÍLIO-FUNERAL

Walace solicita pagamento de R$ 55 mil

Prefeito recorreu a benefício destinado a servidores públicos enquanto médico. Salário considerado, contudo, foi o de chefe do Executivo

THIAGO ANDRADE
Da Reportagem
Um relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE) confirma o empenho de R$ 55.728,27 para o prefeito de Várzea Grande, Walace Guimarães (PMDB). O pagamento seria referente ao auxílio-funeral ao qual o peemedebista teria direito devido à morte de sua mãe. No requerimento, o prefeito solicitou o benefício tendo como base o artigo 238, da Lei Complementar n° 1164/91, que prevê o pagamento a servidores ativos ou aposentados, bem como a seus familiares. O valor é o equivalente a três meses de remuneração ou proventos. A lei também estabelece que o servidor receba a ajuda de custo no caso de morte de um de seus dependentes. Esta, inclusive, foi a justificativa que Walace utilizou: a de que sua mãe dependia de seu salário. A solicitação do peemedebista foi feita como médico, função da qual esta licenciado atualmente. A remuneração considerada, no entanto, foi a do cargo de chefe do Executivo, R$ 18.576.09. Com isso, o valor a ser recebido chegou à marca de R$ 55,7 mil. No site do TCE consta apenas a liquidação do valor, realizada em 18 de julho deste ano. O portal não traz informações sobre se houve, de fato, o pagamento. No entanto, a lei municipal à qual Walace recorreu prevê que a quitação seja realizada em até 48 horas após a comprovação. O vereador de oposição Pery Taborelli (PV) classificou o pagamento como imoral. Para ele, Walace teria que ser o último a receber qualquer benefício destinado ao serviço público várzea-grandense. “Como comandante, aprendi que sempre devemos beneficiar primeiramente os nossos comandados”, diz. O parlamentar afirma ainda que vários funcionários da prefeitura aguardam o pagamento do mesmo beneficio há anos. Segundo ele, Walace teria “passado na frente” e recebido primeiro. Outro ponto que chama a atenção do vereador é o fato do prefeito ter sacado a verba como médico da rede pública municipal e não enquanto prefeito. Taborelli já defende uma investigação profunda do caso. Quer saber se a mãe do peemdebista, Maria Santos Guimarães, que faleceu no dia 19 de março, dependia financeiramente do gestor. Ele se diz ainda preocupado com a saúde financeira do município. Walace foi procurado pela reportagem para falar sobre o assunto, no entanto não retornou as ligações até o fechamento desta edição. Por meio da assessoria, disse que não comentaria o caso por se tratar de algo pessoal. FALTA DE ARRECADAÇÃO - Para o TCE, a gestão Walace Guimarães tem sido ineficiente na arrecadação de impostos. Isso porque o município não conseguiu recolher os valores previstos. Segundo a Corte, houve necessidade de emissão de alerta, já que a situação revela indícios de falhas que podem comprometer a execução orçamentária.

Edição EDIÇÃO 16965




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