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Quinta-feira, 18 de Junho de 2026, 00h:00

COPA 2026

Paquetá é o pior no meio-campo caranguejo da seleção, apontam as estatísticas

Responsável por abastecer o ataque, meia acertou apenas 79,5% de passes, sendo 74,4% para os lados e para trás; Maior alvo de críticas no setor, Casemiro foi quem mais acertou passes, mas apenas 5,6% foram para frente

FERNANDO SANTOS
Da Folhapress - São Paulo

Toquinhos de lado, baixa eficiência e falta de objetividade ofensiva. Esse foi o desempenho do meio-campo "caranguejo" da seleção brasileira no empate em 1 a 1 com o Marrocos, na estreia da Copa do Mundo, segundo as estatísticas.

Os cinco meias que atuaram na partida fizeram a maioria dos passes para os lados e tiveram pouco impacto no ataque. A pior atuação foi de Paquetá, justamente o jogador que deveria dar apoio aos homens de frente.

Paquetá acertou apenas 79,5% dos passes, o pior rendimento entre os meias. Desses, só 25,6% dos passes foram para a frente. Ele preferiu dar 43,6% dos passes para os lados e 30,8% para trás. O jogador do Flamengo foi substituído aos 16 minutos do 2º tempo e terminou a partida como o maior passador (39 vezes) entre os meias.

Maior alvo de críticas após a partida, o veterano Casemiro teve o melhor aproveitamento nos passes, com 94,4% certos. Porém, ele deu apenas 5,6% dos toques para frente. O jogador, que deve trocar o Manchester City (Inglaterra) pelo Inter Miami (EUA) do argentino Messi, foi mais um que optou pelos toquinhos de lado, chegando disparado à maior marca entre os meias brasileiros: 83,3%.

Fabinho entrou no lugar de Casemiro no intervalo, na famosa troca do "seis por meia-dúzia". O meia do Al-Ittihad (Arábia Saudita) manteve o ritmo caranguejo, com 64,7% dos passes para os lados, a maioria (47,1%) para a direita e apenas 23,5% para a frente.

O jogador mais objetivo do meio-campo da seleção foi Bruno Guimarães. Ele deu 31,6% dos passes para a frente, mas errou 28,6% deles. Ele também contribuiu com 23,7% dos passes para trás. Ao todo, o meia do Newcastle (Inglaterra) teve um aproveitamento de 89,5% dos passes, o segundo melhor no setor.

Outro dado que mostra a ineficiência do meio-campo foi em relação aos lançamentos, ou passes longos. Foram dados apenas quatro durante toda a partida e só um (de Bruno Guimarães) foi certo. Já os toquinhos curtos somaram 122 entre os meias.

O meia Danilo Santos, do Botafogo, entrou apenas aos 35 minutos do segundo tempo. Ele fez apenas quatro passes, acertou todos, mas nenhum para a frente, dois para a esquerda e outros dois para trás.

Veja mais análises sobre a estreia decepecionante da seleção na Copa

Para evitar o estilo caranguejo, o técnico Carlo Ancelotti já declarou que a seleção "precisa melhorar" para ser mais objetiva, dinâmica e ofensiva.

Para isso, o treinador italiano deverá promover mudanças no meio-campo e no ataque para a partida de sexta-feira contra o Haiti, na Filadélfia, às 21h30.

Todos os meias que iniciaram contra Marrocos estão ameaçados de perder o lugar no time titular, assim como os atacantes Igor Thiago e Raphinha. Vinicius Junior, autor do gol de empate, é o único garantido.

Também podem acontecer mudanças nas laterais, principalmente com a saída de Ibañez na direita.

 

PIOR RENDIMENTO NOS PASSES

Aproveitamento de passes certos contra o Marrocos
Paquetá – 79,5%
Fabinho – 88,2%
Bruno Guimarães – 89,5%
Casemiro – 94,4%

QUEM MAIS TOCOU DE LADO

Estilo caranguejo predomina na estreia
Casemiro – 83,3%
Fabinho – 64,7%
Bruno Guimarães – 44,8%
Paquetá – 43,6%

QUEM MAIS TOCOU PARA TRÁS

Falta de objetividade atrasa o setor ofensivo
Paquetá – 30,8%
Bruno Guimarães – 23,7%
Fabinho – 11,8%
Casemiro – 11,1%

QUEM MAIS ERROU PASSES NO ATAQUE

Permitindo a recuperação de bola pelo adversário

Bruno Guimarães – 28,6%
Paquetá – 23,3%
Casemiro – 7,7%
Fabinho – 0% (acertou todos os passes no ataque)

 


Edição EDIÇÃO 16964




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