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Quinta-feira, 04 de Agosto de 2011, 20h:43

RELAÇÃO ENTRE PODERES

Silval acha normal divergência com AL

Governador diz que momento é de conversar com parlamentares na busca de melhor solução para o Estado

HUMBERTO FREDERICO
Da Reportagem
O governador Silval Barbosa (PMDB) reconheceu que o Executivo tem tido divergências com o Legislativo, mas classificou como “normais” esse tipo de situação. Segundo ele, este é o momento de conversar com os parlamentares na busca da melhor solução para o Estado. “O meu relacionamento (com os deputados) é bom, mas tenho que admitir que há divergências. Sei que não está tudo bem no governo, mas em compensação estamos avançando em alguns setores. Estas desavenças são normais e a cada dia temos que aprender a lidar com elas”, disse o chefe do Executivo, após o lançamento de obras de desbloqueio na Capital. As divergências com os parlamentares começaram ainda no primeiro semestre do ano. Os deputados reclamaram da falta de diálogo com alguns secretários estaduais, que não têm dado respostas aos pleitos dos parlamentares. Um dos maiores críticos do governador tem sido o presidente da Assembleia Legislativa, José Riva (PP). Questionado sobre a possibilidade de o progressista abandonar a base de apoio, Silval preferiu afastar a hipótese. Os deputados também tentam intermediar a relação entre o governo e os funcionários em greve. Hoje parte dos servidores da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), da Polícia Civil e do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) está de braços cruzados. “Eu espero que não, pois acredito que o Riva não tem motivos para isso, nem ele e nem outros deputados. Eu não temo a relação com eles, pois faço com responsabilidades as propostas para os servidores, e desde o início das negociações os parlamentares estiveram presentes às reuniões”, afirmou Silval. O governador voltou a declarar que não vai negociar com os grevistas. Ele afirmou que os secretários que comandam as pastas de servidores grevistas deverão procurar “os direitos pelo fato de a greve ser ilegal”. “Eles fazem uma greve que não é reconhecida pelo Judiciário, aí é difícil discutir. Se voltarem a trabalhar, nossa equipe reabre a discussão. Nós fomos praticamente no limite das propostas, e já avisei aos deputados que não vou negociar com eles”. Quando perguntado se estaria sendo radical, o peemedebista negou, reafirmando as várias propostas feitas pelo Executivo. Segundo ele, o aumento pedido pelos servidores geraria um déficit para o Estado. Ao final da coletiva, Silval fez uma análise dos seis primeiros meses no comando do governo do Estado. Ele reconheceu algumas dificuldades por ter sido eleito como continuação da administração do agora senador Blairo Maggi (PR). “Nós somos aliados de um governo que ficou oito anos no Poder. Não é fácil, temos que contemplar interesses de muito tempo. Assumir depois de fazer oposição seria melhor, pois não se tem compromissos”, concluiu.

Edição EDIÇÃO 16959




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