O projeto de um plebiscito para que a população cuiabana defina se quer que a prefeitura conceda os serviços de água e esgotamento sanitário da Capital para uma empresa privada já tem o apoio de cinco vereadores da Câmara Municipal. Segundo o autor do projeto, Toninho de Souza (PDT), os vereadores Lúdio Cabral, Domingos Sávio (PMDB), Clovito Hugueney (PTB) e Deucimar Silva (PP) já teriam sinalizado que poderão votar a favor do plebiscito na Capital. A ideia é consultar a população para saber se ela é favorável ou não à concessão, pois eu sinto que a sociedade quer participar. Desta maneira, colocaremos os dois pontos em lados opostos, dando a chance para que a população se esclareça e tire todas as dúvidas, nos ajudando a decidir sobre este tema importante, declarou o vereador. Para o pedetista, a Câmara Municipal vai errar novamente se aprovar o novo projeto de lei sobre a concessão, que o prefeito Chico Galindo pretende enviar ao Legislativo por conta da anulação pela Justiça do projeto interior. Fui cobrado onde andei pelo fato de ter votado a favor da concessão, pois a população me dizia que queria participar do processo. Não podemos errar novamente, temos que ter um debate amplo sobre o assunto, disse o vereador. Toninho vai pedir hoje, antes da sessão da ordinária, para que o presidente da Casa, Júlio Pinheiro (PTB), coloque o projeto em votação. Quando apresentei o projeto no dia 9 (de agosto) pedi que fosse votado em caráter de urgência, o que infelizmente não aconteceu. O parlamentar acredita que se aprovado o plebiscito na Capital, o tempo mínimo para realização seria de três meses. O Tribunal Regional Eleitoral informou que o custo para ser realizado um plebiscito em uma cidade é o mesmo de uma eleição para cargos eletivos municipais. Segundo o TRE, o custo da eleição de 2008 em Cuiabá foi pouco mais de R$ 8 milhões.