Primeira Página
Segunda-feira, 03 de Dezembro de 2007, 18h:31
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DISPUTA EM VG
Pesquisa indica viabilidade de Júlio
Pedido de aposentadoria do conselheiro Júlio Campos, previsto para o dia 12, ganhou reforço com o resultado de uma pesquisa qualitativa
NOELMA OLIVEIRA
Da Editoria
Com os dias contados para deixar o Tribunal de Contas do Estado, o conselheiro Júlio Campos tomou conhecimento de uma pesquisa qualitativa, a qual apontou que a decisão de retomar a política-partidária foi acertada. Ele entrega o pedido de aposentadoria no dia 12 próximo e deixa oficialmente o cargo no dia 18, quando termina as atividades na Corte de Contas. Ele comunicou oficialmente à família sobre a decisão e no domingo formalizou ao irmão, senador Jayme Campos (DEM), resistente à saída dele do TCE. Porém, a tendência é de que o senador apóie o irmão na disputa à Prefeitura de Várzea Grande. Encomendada pelo seu filho, Júlio Neto, que também tem interesse em se enveredar pela política, a pesquisa trouxe tranqüilidade para integrantes da família Campos, que temia pela aceitação de Júlio diante da opinião pública, após 10 anos afastado, cinco dos quais ocupando o cargo de conselheiro. Júlio entrou na vaga deixada pelo ex-conselheiro Oscar Ribeiro, indicado pelo próprio Júlio, então governador em 1986. A nomeação de Campos foi assinada pelo ex-governador Rogério Salles (PSDB), à época de grupo adversário da família Campos. No período se comentou que o recuo de Júlio, que militava no extinto PFL, passou por um entendimento com o então adversário, ex-governador Dante de Oliveira (PSDB). Em 2002 quando desistiu de disputar qualquer mandato eletivo, o argumento dado por Júlio foi o estado de saúde abalado, incompatível para enfrentar uma campanha eleitoral. A chegada ao TCE contou com o respaldo total do grupo do ex-governador Dante de Oliveira no Legislativo. Estou com a saúde fragilizada e grave. Não é o que eu queria, mas sabendo que é difícil uma disputa eleitoral, estou aqui para agradecer a oportunidade de indicar o meu nome e pedir o apoio dos parlamentares, declarou Júlio Campos no dia 18 de junho de 2002 à reportagem do Diário. Já no dia 20, a Assembléia Legislativa, num entendimento com o governo do Estado, aprovou o nome de Júlio com o respaldo de 21 dos 24 deputados estaduais. Abstiveram-se da votação os deputados petistas Gilney Viana e Serys Slhessarenko, hoje senadora. Em nome da bancada petista, Viana disse que a abstenção foi pelo fato de não concordar com o método de indicação para o preenchimento de vagas do Tribunal de Contas. O então deputado estadual Eliene Lima, hoje federal, faltou à sessão de indicação do nome de Júlio. Tudo muda muito. Há um mês eu era candidato ao governo do Estado ou ao Senado, depois baixei para deputado estadual e hoje estou sendo indicado para o Tribunal de Contas. Recebo tudo isso com muita surpresa, humildade e tranqüilidade, disse Júlio Campos, após ter o nome aprovado pela Assembléia, que à época era presidida pelo seu correligionário deputado Humberto Bosaipo. A saúde do conselheiro, que tem hepatite do tipo C, foi restabelecida ou pelo menos está dentro do controle. Talvez, até pela atividade que ora ocupa de não exigir tanto esforço físico. Os exames são de rotina e nos últimos anos pouco se ouve falar de qualquer crise.