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Quarta-feira, 18 de Junho de 2008, 21h:52

NOVA RELAÇÃO

Muniz minimiza críticas ao governo

JULIANA SCARDUA
Da Reportagem
“Solto” no processo eleitoral de Rondonópolis, o deputado estadual Percival Muniz (PPS) não descarta o apoio pessoal à candidatura à reeleição do prefeito Adilton Sachetti (PR). O assunto foi discutido ontem, em reunião com o governador Blairo Maggi (PR), no Palácio Paiaguás. No encontro, Percival posicionou a Maggi que agora passará oficialmente da postura de opositor à de independente ao governo. A conversa foi deflagrada logo no início da manhã, com a participação do deputado estadual Gilmar Fabris, líder do DEM em Rondonópolis. As tratativas se dão logo após Percival Muniz posicionar que não irá encarar uma nova candidatura à prefeitura de Rondonópolis. Numa conversação descrita como “razoável”, Percival afirma que agora irá refletir juntamente com o diretório local do PPS qual será o caminho a adotado no pleito deste ano. Nas mãos, a decisão se centra entre a adesão à candidatura de Sachetti ou a de outro deputado, Zé Carlos do Pátio (PMDB), ferrenho opositor a Maggi na Assembléia. “O Maggi fez um apelo para que eu apóie o grupo em Rondonópolis. Disse a ele que isso é difícil. É mais provável o apoio ao Zé, mas também há problemas. Há dificuldades com o Adilton, mas também não é impossível”, declara. Contudo, posicionamento anunciado por Percival de que as críticas a Maggi serão amainadas a partir de agora acende no meio político a tese de um possível pacto pelo nome de Sachetti, numa ação mesmo via bastidores. Segundo o líder do PPS, entendimento deliberado junto à Executiva regional do partido é de que é chegada a hora de uma postura de independência no Legislativo. Conforme define o parlamentar, as relações com o chefe do Executivo serão mais “civilizadas”. “Em relação ao governo, minha postura vai mudar um pouco. Não será mais muito radical. Vamos criticar menos e manter as posições naquilo que achamos que seja necessário divergir”. A decisão não deixa de abrir margem a novas composições. “Estávamos nos isolando muito no cenário político do Estado. Não queremos ser críticos por ser”, afirma Percival, num discurso bem diferente de farpas endereçadas a Maggi durante a tramitação de várias matérias de interesse do Executivo no Assembléia. Uma reaproximação de Percival e Maggi teria trazido na reunião as ‘reminiscências’ de um passado de fiéis aliados não muito distante. Os dois pertenciam ao mesmo partido – o PSS, legenda deixada por Maggi num racha determinado pelo apoio do governador à reeleição do presidente Lula no segundo turno do pleito de 2006.

Edição EDIÇÃO 16959




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