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O vereador bolsonarista Rafael Ranalli, que entrou ba mira do Ministério Público do Estado
O Ministério Público do Estado fez uma denúncia formal contra o vereador Rafael Ranalli (PL), por quebra de decoro parlamentar e promoção de marca comercial.
O motivo é um pronunciamento do parlamentar cuiabano, no dia 12 de maio, quando ele utilizou um frasco de detergente Ypê para atacar uma decisão da Anvisa.
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A agência havia determinado o recolhimento de lotes do produto por risco de contaminação bacteriana.
Ranalli afirmou, sem prova, que presidente Lula (PT) havia articulado a proibição, junto à agência reguladora, para favorecer a marca concorrente Minuano, do empresário Joesley Batista.
Ele levou um frasco do produto para plenário, e afirmou que o detergente era o “novo símbolo da extrema-direita no país”.
A denúncia contra o parlamentar foi protocolada na Ouvidoria-Geral do MPE e encaminhada às promotorias de Justiça de Cuiabá.
Na ação, Ranalli é acusado de cometer desvio de finalidade ao “fazer propaganda de uma marca privada, utilizand, o espaço público e o tempo pago pelo contribuinte cuiabano”.
Além disso, usou a estrutura e o espaço público para atuar como garoto-propaganda, defendendo os interesses econômicos de uma empresa cujos proprietários são historicamente ligados ao financiamento de pautas da direita.
Os donos da Ypê doaram R$ 1 milhão para a campanha de Jair Bolsonaro, em 2022.
Na Câmara cuiabana, Ranalli, que é agente licenciado da Polícia Federal, se destaca por pauta radicais, marcadas pelo racismo, homofobia, misoginia e discurso de ódio.
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