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Primeira Página
Terça-feira, 07 de Julho de 2015, 20h:40

CASO RIVA

MPF quer informações de operações

KAMILA ARRUDA
Da Reportagem
O Ministério Público Federal (MPF) pediu vistas dos processos oriundos das operações Imperador e Ventríloquo, os quais têm como principal alvo o ex-deputado estadual José Riva (PSD). O pedido foi feito por meio de petição protocolada no Supremo Tribunal Federal (STF) na última sexta-feira (03). O órgão quer analisar as ações mais profundamente. O recurso foi distribuído para o presidente do órgão, ministro Ricardo Lewandovski, que ainda não se manifestou sobre o pedido. Vale lembrar que José Riva foi denunciado pelo MPF em maio do ano passado durante uma das fases da Operação Ararath. Na ocasião, o ex-parlamentar chegou a ser preso. O ex-presidente da Assembleia Legislativa é acusado de ter usado a conta da Amazônia Petróleo, de propriedade de Júnior Mendonça, no BIC Banco para obter um empréstimo de R$ 3 milhões, em fevereiro de 2011. Este montante teria sido repassado de forma simulada, para disfarçar sua finalidade, a três empresas a pedido do próprio deputado. Teria sido transferidos R$ 1,4 milhão para a conta da Rede de Supermercados Modelo; R$ 700 mil para a Baggio e Cia. Ltda.; e R$ 184,5 mil para a JVP Factoring Fomento Mercantil. O parlamentar também teria pedido que fossem depositados R$ 602 mil na conta da própria Amazônia Petróleo para serem abatidos do empréstimo. Riva, no entanto, nega qualquer participação no esquema e até que os empréstimos tenham sido, de fato, feitos. Ele sustenta conhecer Júnior Mendonça, assim como “quase todos os donos de factorings de Cuiabᔠe garante que todos os documentos apreendidos em sua residência e gabinete têm origem comprovada. O Ministério Público Estadual (MPE) garante que as Operações Imperador e Ventríloquo não tem qualquer ligação com a Aarath. Na primeira, Riva é acusado de comandar um esquema criminoso que desviou mais de R$ 60 milhões dos cofres da Assembleia Legislativa por meio de simulação de aquisição de material de expediente. Por conta desta denúncia, o social-democrata passou mais de quatro meses preso no Centro de Custódia de Cuiabá. Ele ganhou a liberdade no último dia 24 graças a uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Uma semana depois, entretanto, o ex-deputado foi preso novamente. Desta vez, por conta da Operação Ventríloquo, qual visa desbaratar um esquema criminoso que desviou cerca de R$ 10 milhões da Casa de Leis, através de fraude no pagamento de passivos da Casa de Leis junto com o HSBC. Na tentativa de tirar proveito da situação, o ex-deputado, por meio de seus assessores, firmou um acordo com o advogado Joaquim Fabio Mielli Camargo, responsável pela defesa do HSBC para efetuar o pagamento à instituição financeira, garantindo o retorno de 50% do valor. Riva passou apenas uma noive no presídio.

Edição EDIÇÃO 16965




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