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Terça-feira, 09 de Abril de 2013, 20h:00

CÂMARA

João Emanuel quer redução de verba

Sem dinheiro, Câmara estuda a possibilidade de reduzir o valor da verba indenizatória dos parlamentares e demissões

KAMILA ARRUDA
Da Reportagem
O presidente da Câmara de Cuiabá, vereador João Emanuel (PSD), estuda a possibilidade de reduzir o valor da verba indenizatória paga mensalmente aos parlamentares. A medida seria uma forma de redução de gastos, uma vez que o Legislativo passa por um momento financeiro crítico. “Estamos fazendo um estudo aprofundado sobre isso. Vamos cortar aonde tiver que cortar para atingir os limites constitucionais e legais”, garante o social-democrata. Neste mês de março, inclusive, os vereadores não receberam a totalidade do benefício que seria R$ 25 mil. Eles tiveram que prestar contas dos seus gastos para serem indenizados pela mesa diretora. “A verba indenizatória foi feita para indenizar. Ela não foi reduzida, nós vamos fazer a quitação desta verba. Mas, por enquanto, nós estamos repassando conforme estão sendo feitas as apresentações dos gastos. Os vereadores estão fazendo uma exposição de gastos que nós estamos acompanhando e indenizando”, explica. Além disso, João Emanuel afirma que pode ser necessário realizar corte de pessoal para reduzir a máquina. De acordo com ele, os cargos comissionados podem ser reduzidos em até 30%. “Agora estamos estudando a possibilidade de cortes e a possibilidade de rever alguns parâmetros. Vamos fazer, sim, cortes de comissionados se preciso for. Nós vamos fazer tudo que for preciso para trabalhar dentro dos limites legais. Temos 108 comissionais e já está sendo feita uma analise para uma redução, que pode chegar até 30%”. No entanto, apesar de alegar falta de recursos e buscar meios para reverter esta situação, a Câmara de Cuiabá criou na manhã de ontem quatro novos cargos de natureza especial para tratar de manutenção e instalações, programas e convênios, patrimônio e segurança. A mensagem de autoria da mesa diretora da Casa foi aprovada por unanimidade e entra em vigor na data de sua publicação, com efeitos a partir de 1 de março de 2013. São dois cargos com remuneração de R$ 2,2 mil e outros dois com salários de R$ 3.640 mil. Embora o projeto assegure a criação de cargos, o presidente João Emanuel garante que a mensagem trata apenas da alteração de nomenclatura de cargos já existentes. “Não haverá aumento na folha de pagamento porque não vamos contratar novos servidores e sim remanejar pessoas que já trabalham aqui. Como criamos a Secretaria de Planejamento, precisamos d pessoas que cuidem especificamente de determinados setores. Só fizemos a alteração de nomenclaturas”, explica.

Edição EDIÇÃO 16959




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