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Quinta-feira, 14 de Junho de 2007, 20h:25

IMPRENSA

Jayme defende projeto e tem respaldo de senadores

O senador Jayme Campos (DEM) e o seu colega de Senado Eduardo Suplicy (PT/SP) discutiram ontem sobre a questão da imprensa. Da tribuna, o parlamentar mato-grossense defendia a plena liberdade de imprensa na América Latina quando, em aparte, o senador petista se colocou ao lado da decisão do presidente Hugo Chávez de não renovar a concessão da RCTV. Jayme Campos disse que não compreendia como um símbolo da democracia brasileira, que para ele era Suplicy, se colocava ao lado de uma atitude arbitrária. Este debate ocorreu quando o senador Jayme Campos apresentou um Projeto de Lei propondo que o Brasil adotasse a figura do Asilo Político Tecnológico e Editorial para amparar instituições ou profissionais molestados em sua liberdade de expressão nos seus países de origem, “O instrumento do asilo político tem sido ao longo da história um artifício jurídico eficiente na proteção de minorias ou de pessoas perseguidas por suas idéias e palavras”, manifestou. Com base neste sentimento, a proposta do congressista mato-grossense institui “uma nova modalidade de asilo, mais moderna e atual que acolha não só os indivíduos, mas também os meios de divulgação ameaçados por governos e poderes que ultrapassem a lógica democrática”. O parlamentar mato-grossense avalia que seu projeto será “um contragolpe institucional, uma alternativa real” que dará segurança democrática a entidades ou profissionais perseguidos no exercício do direito e do livre pensamento. O Projeto de Lei do senador Jayme Campos foi recebido com entusiasmo pelos seus colegas Eduardo Azeredo (PSDB/MG), Gilvan Borges (PMDB/AP) e Mão Santa (PMDB/PI) que consideraram a iniciativa oportuna e vital para a manutenção do ambiente democrático na América do Sul. Jaime Campos também protestou contra o que considerou uma bravata do presidente Hugo Chávez, que reduziu o Congresso brasileiro a um mero satélite dos interesses norte-americanos, quando a Casa aprovou requerimento pedindo a renovação da concessão da RCTV. “Temos o legítimo direito de protestar contra qualquer tipo de intolerância política, seja aqui em nosso torrão pátrio ou em qualquer lugar do mundo. Pois a democracia não é propriedade individual de um povo ou uma nação; é sim, patrimônio da humanidade”, argumentou.

Edição EDIÇÃO 16959




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