O diretor-presidente do Intermat, Afonso Dalberto, disse que irá contribuir com a CPI para descobrir se a suposta irregularidade denunciada é verídica. Ele destacou desconhecer qualquer tipo de crime nesse sentido no Instituto. Dalberto afirmou que duas questões devem ser esclarecidas sobre a suposta irregularidade. Primeiramente, a data em que a possível liberação aconteceu, se é antiga ou nova. Depois, identificar a região onde o empreendimento foi construído. É possível nós sabermos as áreas que foram inundadas que passaram pela Intermat. Não há dificuldade nisso, é só a CPI requerer. Ele lembrou que, se os documentos não forem sigilosos, irá divulgar o que for necessário. A partir do momento em que o deputado (Percival Muniz) está com isso (a denúncia), certamente ele vai levar ao Intermat. Segundo os parlamentares, a CPI tem como objetivo trazer transparência a investidores que pretendem atuar no ramo energético em Mato Grosso. Muniz destacou que, da forma como as usinas são aprovadas, a impressão é que se tem é de uma reserva de mercado, em que somente algumas empresas ou grupos conseguem obter concessão. A CPI também pretende colher o depoimento do secretário Alexander Maia, mas aguarda a chegada de todos os documentos solicitados para convocar o secretário. (FD)