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Primeira Página
Sexta-feira, 21 de Maio de 2010, 23h:23

Governador manda afastar servidores acusados

ANA ROSA FAGUNDES
Da Reportagem
O governador Silval Barbosa (PMDB) determinou o afastamento de todos os servidores do governo de Mato Grosso envolvidos na operação Jurupari até que a investigação seja concluída. No total, 12 servidores foram presos, distribuídos na Secretaria de Meio Ambiente (Sema) e do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat) e também o chefe de gabinete do governador Silval Barbosa, Sílvio Correa Araújo. O ex-secretário da Sema, Luís Henrique Daldegan, também foi preso preventivamente. Silval preferiu não fazer nenhum pronunciamento em público ontem. Seu porta-voz, o atual titular da Sema, Alexander Maia, afirmou que o governo está disponível e aberto para ajudar a Justiça a cumprir sua obrigação. Não é a primeira vez que um secretário do Meio Ambiente do governo Blairo Maggi (PR) é preso. Em 2005, quando a Sema ainda se chamava Fundação Estadual de Meio Ambiente (FEMA), Moacir Pires, então secretário do órgão, foi preso na operação Curupira. Daldegan esteve à frente da Sema de junho de 2006 a abril deste ano. Saiu do governo junto com o Maggi, que está em pré-campanha para o Senado. Na entrevista coletiva, Alexander Maia afirmou que espera não ter havido “outras motivações nessa operação a não ser a de zelar pelo bem público”, deixando subtendido que poderia haver motivação política na operação. A PF investiga o caso há cerca de dois anos. Os mandados de prisão foram assinados pelo juiz federal Julier Sebastião da Silva, com parecer do procurador federal Mário Lúcio Avelar. Os servidores da Sema fizeram questão de acompanhar a coletiva que aconteceu no auditório do órgão. Maia ressaltou que os quase 900 servidores do órgão não podem ser punidos pelo erro de alguns. “Nós trabalhamos pela valorização dos servidores e isso quer dizer que identificamos os maus também. Lamento muito que tenhamos servidores nossos envolvidos nessa operação”, disse o secretário. O afastamento dos servidores é remunerado. Segundo Maia, havendo indícios concretos das acusações, os servidores comissionados serão afastados definitivamente; já os concursados responderão a processo administrativo que pode culminar na exoneração. O secretário também informou que o governo mandou advogados logo cedo à Polícia Federal para obterem mais informações sobre o caso, mas não obtiveram informações. Além disso, o próprio governo não foi notificado sobre a operação.

Edição EDIÇÃO 16959




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