Se a campanha de 2026 ainda nem começou oficialmente, o Parque Novo Mato Grosso já garantiu uma vaga no debate eleitoral. E olha que a obra nem foi inaugurada.
A polêmica da vez começou quando o senador Wellington Fagundes (PL) anunciou que, caso seja eleito governador, pretende interromper as obras do empreendimento. A justificativa é que os bilhões de reais investidos no complexo poderiam ser direcionados para áreas consideradas mais urgentes, como saúde e habitação.
A declaração caiu como uma roda-gigante sem freio entre os aliados do governo. O líder governista na Assembleia Legislativa, deputado Dilmar Dal Bosco (União), reagiu rapidamente e disparou hoje (10) críticas ao senador. Segundo ele, o parque não é apenas um espaço para shows e eventos, mas uma aposta para movimentar a economia, impulsionar o turismo e atrair visitantes para Mato Grosso.
Dilmar aproveitou para dar aquela alfinetada típica de ano pré-eleitoral. Disse que existe uma diferença entre fiscalizar obras e executá-las, numa referência ao histórico de Wellington no Legislativo.
Nas redes sociais, a discussão também ganhou vida própria. Enquanto alguns concordaram com a ideia de priorizar investimentos em áreas essenciais, muitos internautas questionaram a lógica de paralisar uma obra já em andamento. Afinal, no imaginário popular, obra parada costuma virar atração turística involuntária — e Mato Grosso já teve algumas experiências nesse quesito.
Assim, antes mesmo de ficar pronto o Parque Novo Mato Grosso já começou a cumprir uma função pública: servir de palco para o embate político. Pelo visto, os primeiros shows serão de discursos, críticas e promessas. E a temporada está apenas começando.




