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Quinta-feira, 03 de Fevereiro de 2011, 22h:17

COMPOSIÇÃO

Fraga sem pressa de ter cargo

ANA ROSA FAGUNDES
Da Reportagem
O deputado estadual José Domingos Fraga (DEM) deve aceitar o cargo de secretário de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar do Estado. No entanto, ele não tem pressa em finalizar as articulações com o governador Silval Barbosa (PMDB), já que está no seu posto na Assembleia Legislativa. Além disso, ele afirma que é preciso cautela porque quando o partido compuser o staff do governador o discurso atual vai acabar. “Por isso temos que ir de corpo e alma, pois o nosso discurso terá que ser o do governador”, disse Fraga. Para finalizar os entendimentos, o governador vai se encontrar com o senador Jayme Campos (DEM) e o deputado federal Júlio Campos (DEM), principais lideranças do partido, para discutir alguns pontos de um documento entregue pela legenda a Silval. O documento coloca uma série de apontamentos e condições para assumir a secretaria, como, por exemplo, autonomia para fazer a indicação dos outros cargos comissionados da Pasta. O convite foi feito pelo governador no final do ano passado. Enquanto isso, Silval Barbosa manteve na secretaria Jilson Francisco, que estava no posto desde o ano passado. Uma das conjecturas apontadas nessa questão é de que o convite a Fraga seria para beneficiar Gilmar Fabris, que não conseguiu se reeleger e ficou como primeiro suplente, mas era um forte aliado do governo, mesmo com o DEM sendo oposição na eleição 2010. Nesse caso, Fabris assumiria o posto de Fraga na Assembleia. O deputado nega essa articulação e afirma que o governador nunca colocou essa condição. O impasse para esse acerto é reflexo da posição política do DEM no ano passado, quando nas eleições 2010 o partido deixou a base governista e fez composição com o PSDB, lançando candidato de oposição ao governo, com Wilson Santos (PSDB) e Dilceu Dal Bosco (DEM), como candidatos a governador e vice. Porém, como explicou José Domingos, em reunião partidária, o DEM já entrou em consenso sobre a volta da legenda à administração. “Temos vários fatores determinantes: o primeiro é que DEM e o governo têm um passado juntos, já que éramos da base governista; depois temos a voz das bases, que não engoliram a aliança com o PSDB e preferem ser governistas; e também essa pode ser a hora do DEM dar um salto no fortalecimento da sigla e a secretaria poderia ajudar nesse processo, por se uma Pasta com representatividade”, explicou o deputado. Além disso, o deputado reconhece que se assumir essa secretaria pode ter mais destaque, pois passará a atuar em todos os municípios do Estado “e não apenas nos cerca de 40 em que atua hoje”, disse José Domingos.

Edição EDIÇÃO 16959




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