O presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual José Riva (PP), informou ontem que na terça-feira (11) haverá uma reunião do colégio de líderes para discutir a ausência dos deputados nas sessões plenárias. Ontem pela manhã, seis parlamentares se ausentaram da sessão plenária. Constava na lista dos faltosos Sérgio Ricardo (PR), Antônio Brito (PMDB), João Malheiros (PR), José Domingos Fraga (DEM), Pedro Satélite (PPS) e Airton Rondina, o Português (PP). A ausência de um deputado impossibilita a abertura de muitas discussões. Alguns têm a necessidade de faltar, mas não estão justificando, criticou Riva. Na pauta de discussão do colégio de líderes também estará inclusa a decisão do governo do Estado de realizar eventos na quarta-feira que exige o comparecimento de parlamentares. Com essas iniciativas, o Palácio Paiaguás estaria descumprindo um acordo com a Assembleia Legislativa que serve para preservar o andando das atividades parlamentares. Será levado ao governador Blairo Maggi (PR) a proposta de um novo calendário de eventos que facilite o andamento dos trabalhos do Parlamento. O Executivo evitaria realizar eventos na quarta-feira, o que levaria a uma presença maciça dos deputados estaduais nas sessões extraordinárias. Na sessão de ontem à tarde o deputado estadual José Riva se ausentou porque se comprometeu a participar de uma exposição agropecuária no município de Pontes e Lacerda (448 quilômetros a Oeste de Cuiabá). Já o deputado Carlos Brito (PDT) informou não participará da sessão de hoje porque estará em Rondônia para participar de um evento que discutirá Educação e Prisão. A ausência de deputados nas sessões extraordinárias já despertou a ira do presidente da Assembleia Legislativa. As constantes faltas levaram o Parlamento a divulgar todas as quintas-feiras a relação dos faltosos. A legislação estadual prevê que a ausência de mais de um terço das sessões ordinárias pode levar até a perda do mandato. Entretanto, nunca houve nenhuma punição aplicada aos deputados que recebem vencimentos em torno de R$ 12,384 mil, mais verbas indenizatórias e de gabinete. O atual regimento interno da Assembleia Legislativa determina que as sessões só podem ser iniciadas se houver o quórum mínimo de um terço dos parlamentares presentes, ou seja, oito deputados.