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Segunda-feira, 20 de Agosto de 2007, 21h:02

Estado não vê veto da União

O presidente da MT Fomento, Éder Moraes, declara que a consolidação da transação de títulos é uma questão apenas de tempo. Mesmo refutando resistências junto à equipe econômica do governo federal, o Estado já se assegura de outro estratagema. Moraes revela que análise jurídica do pacto firmado com a União não exibe qualquer veto a esse tipo de operação. Ao contrário, Moraes ressalta que em um dos pontos do contrato é assinalada a possibilidade de securitização da dívida. "Não há impedimentos. O que há é um ambiente favorável e agora dependemos unicamente da STN convalidar isso". A 'canetada' final, na análise de Moraes, não será negada. "A União ficará no mato sem cachorro. Se falarem não, estarão virando as costas para uma solução ao desenvolvimento do país", sentencia. A expectativa do governo estadual é que toda a fase de normatização e contatos seja concluída em seis meses. Neste caso, os títulos seriam lançados no mercado em fevereiro de 2008. "Temos que aguardar o momento ideal, que não seria hoje, por exemplo. Como o mercado mundial está muito nervoso com as taxas de juros, precisaríamos esperar". A observação se refere à crise provocada pela bolha imobiliária nos Estados Unidos e quem abalado cotações nas principais bolsas de valores do mundo. Apesar do frisson financeiro considerado passageiro por alguns analistas, a proposta mato-grossense se destaca junto a investidores internacionais ante a onda de forte liquidez mundial. Neste caso, a 'sobra' de dinheiro no mercado para investimentos a médio e longo prazo poderá beneficiar diretamente a investida articulada pelo governo. "O modelo já vem sendo muito bem aceito pelo mercado internacional". Particularmente, os juros embutidos na transação são o grande atrativo ao investidor externo, foco da proposta. Enquanto aplicações consideradas altamente rentáveis no mercado mundial envolvem taxas de 3% a 6%, a tendência é que o contrato de cessão dos créditos estabilize em 9%. Vantajoso para investidores, o patamar ainda beneficiaria o Estado com o percentual menor que o estabelecido junto à União, hoje superior a 10%. (JS)

Edição EDIÇÃO 16959




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