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Terça-feira, 26 de Abril de 2011, 22h:38

AGECOPA

Diretoria troca informações

ANA ROSA FAGUNDES
Da Reportagem
O diretor de Comunicação da Agência Estadual de Execução dos Projetos da Copa de 2014 (Agecopa), Roberto França, considera que a alteração na lei da autarquia, que transformou a Agecopa num regime presidencialista, não irá trazer grandes mudanças na prática. A explicação de Roberto França é de que o novo presidente, Eder Moraes, vai ser sempre consultar os diretores e levar em consideração os projetos de cada uma das seis diretorias. Roberto França chegou a esta conclusão depois da primeira reunião com Eder Moraes e os seis diretores da Agecopa. O ex-secretário-chefe da Casa Civil tomou posse na segunda-feira e logo após se reuniu com os diretores. “O presidente que quiser ser bem-sucedido tem que ter diálogo com o restante da Agecopa, respeitar os projetos, e foi isso que ele mostrou. Essa primeira reunião foi muito satisfatória. O Eder mostrou que quer trabalhar em conjunto. Todos nós temos que colocar as vaidades de lado e fazer a Copa acontecer”, disse Roberto França. França ainda afirma que não restou nenhum ressentimento por parte dos diretores por causa da alteração do projeto da Agecopa, já que pela nova proposta os diretores perdem poder. A Agência deixa de ser uma diretoria colegiada para ser presidencialista. “Nós vamos continuar trabalhando. Na prática, não vai mudar nada”, disse o diretor. Desde outubro do ano passado o diretor de Planejamento, Yênes Magalhães, acumulava também o cargo de presidente, já que Adilton Sachetti pediu exoneração do cargo. Dessa maneira, Roberto França disse que todos já esperavam que em alguma hora o governador faria uma nova nomeação. Para Roberto França, o importante é que Eder Moraes reconheceu o trabalho realizado até o momento pelos diretores. Além de Yênes Magalhães e Roberto França também fazem parte da Agecopa Carlos Brito, Yuri Bastos, Agripino Bonilha e Jefferson Castro. Roberto França ainda defende os membros da Agecopa dizendo que muita coisa já foi feita, mas não são trabalhos técnicos, que acabam não sendo vistos pela população. Como exemplo, ele cita a definição de obras, retirada de licenças ambientais, realização dos projetos-base, licitação. “Isso tudo é trabalho burocrático, mas sem isso as obras não saem”, disse Roberto França. No meio da discussão BRT (Bus Rapid Transport) e VLT (Veículo Leve Sobre Trilho), como ex-prefeito de Cuiabá por dois mandatos, Roberto França defende a implantação do VLT, “por ser mais moderno e melhor para a cidade”. Ele lembra que a Agecopa estava trabalhando em cima do BRT por uma determinação do governo, já que o modelo estava escolhido antes mesmo da montagem da Agecopa. “Isso estava definido desde o governo Blairo Maggi. Estávamos seguindo orientação”, explicou o Roberto França. Influenciado pela Assembleia Legislativa, o governador está avaliando a implantação de outros modelos, em especial o VLT.

Edição EDIÇÃO 16959




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