Líder do governo na AL, Romoaldo Júnior criticou postura do suplente, mas garantiu que lideranças não têm intenção de expulsá-lo da legenda
Priscilla Vilela
Da Reportagem
Líder do governo na Assembleia Legislativa e um dos principais nomes do PMDB, o deputado estadual Romoaldo Júnior afirma que o suplente de deputado Adalto de Freitas (PMDB) não será expulso do partido, mesmo diante das críticas tecidas por ele ao governo Silval Barbosa (PMDB). Apesar disso, Romoaldo classificou a postura do correligionário como inadmissível e se declarou como um dos principais articuladores para o retorno de Teté Bezerra (PMDB) ao Parlamento estadual. A volta dela seria uma forma de equilibrar a base de sustentação do Poder Executivo. É inadmissível o Daltinho continuar. Eu pedi que a Teté voltasse. Ele é da base e estava votando contra o governo. Eu já havia falado com ele e não adiantou. Ele mesmo falou que estava insatisfeito por conta da situação de Barra (do Garças). A Teté é uma pessoa centrada, com experiência na legislatura, disse. Daltinho ocupava a cadeira de Teté no Legislativo, desde o afastamento dela para comandar a Secretaria de Estado de Turismo (Sedtur). Desde que assumiu o posto, no entanto, o peemedebista tem tecido fortes críticas à gestão de Silval, chegando a classificar ações governamentais como mazelas do governo. Na semana passada o suplente ainda assinou a lista em favor da criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab). Na última segunda-feira (6), também emitiu uma nota em que apontou ponto a ponto suas desaprovações em relação às iniciativas do chefe do Executivo. As duas medidas foram para os peemedebistas a gota dágua. Ainda na terça-feira (7), Teté retornou à AL e já participou da sessão vespertina. O retorno demonstrou uma estratégia de autopreservação do PMDB. Isso porque ela afirmava desejar continuar na Sedtur. Só ameaçou retornar se Daltinho continuasse a atacar o governo Silval Barbosa. CRÍTICAS Na nota enviada à imprensa, Daltinho criticou o governo Silval Barbosa e chegou a classificá-lo de incompetente. Os acontecimentos mostram que Mato Grosso está submetido à incompetência, desmandos e fortes indícios de corrupção, motivo de um número incontável de investigações, disse em trecho do documento. Entre as denúncias citadas, Daltinho pontuou a sobre possível cobrança de propina para a liberação dos incentivos fiscais na Secretaria de Estado de Indústria e Comércio. "É mais um indício de corrupção recente, que não se investiga, provavelmente para não expor o mar de lamas no qual está mergulhado o governo, por que, além desse, muitos outros casos suspeitos têm sido trazidos a público constantemente.