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Quinta-feira, 17 de Março de 2011, 21h:08

COPA DO MUNDO

Agecopa se explica para os vereadores

Em audiência na Câmara de Vereadores, diretores explicam os projetos que estão em andamento para a realização dos jogos em Cuiabá

HUMBERTO FREDERICO
Da Reportagem
O diretor-presidente da Agência Executora das Obras da Copa do Mundo (Agecopa), Yênes Magalhães, garantiu ontem que as obras em Cuiabá não estão atrasadas, como alguns segmentos da sociedade têm afirmado. “Existe hoje um desentendimento de que Cuiabá e Várzea Grande estariam com as obras atrasadas. Isto não é verdade, poucas foram as cidades que já começaram a construir o estádio, como estamos fazendo, e nenhuma capital iniciou as obras da mobilidade urbana”, declarou. Questionado sobre o início do andamento das obras, o diretor-presidente deu uma “cutucada” no diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit), Luiz Antonio Pagot, lembrando que os projetos e a licença ambiental já foram enviados há um ano para o órgão, portanto as obras da Fernando Corrêa e da Miguel Sutil já poderiam ter sido iniciadas. Segundo Yênes, até o final da próxima semana todos os projetos básicos serão entregues ao governador Silval Barbosa (PMDB), o que deverá acelerar o início das obras em Cuiabá e Várzea Grande. A declaração do diretor-presidente foi logo após a sessão de ontem na Câmara Municipal de Cuiabá. Na ocasião, os seis diretores da Agência, Yênes, Carlos Brito, Jefferson de Castro, Agripino Bonilha Filho, Yuri Bastos Jorge e Roberto França, apresentaram os projetos ao parlamentares municipais. O diretor de Infraestrutura da Agência, Carlos Brito, se disse chateado com as críticas que o órgão está recebendo dos deputados estaduais que, segundo ele, seriam sem nenhuma responsabilidade. Brito, que junto com Roberto França foi escolhido pela própria Assembleia Legislativa para ser diretor da Agecopa, diz que o posicionamento dos parlamentares é equivocado quanto à mudança de estrutura da Agência. “Alguns posicionamentos da Assembleia são equivocados. Estão discutindo lá a mudança de algumas situações na Agecopa, como se o fato de ser uma diretoria colegiada (como é agora) ou executiva fosse resolver os problemas, e isso não é real”, afirmou o diretor, logo após a sessão na Câmara Municipal. “A cidade não tinha planejamento, a única coisa que tinha eram problemas, e vários. Me preocupa quando querem exigir da Agecopa solução de problemas com os quais há mais de 300 anos Cuiabá e Várzea Grande convivem”, finalizou. O desabafo de Brito é devido à apresentação do projeto de lei complementar, de autoria dos deputados estaduais Emanuel Pinheiro (PR) e Walter Rabello (PP), que cria um novo modelo de gestão para a Agência. Parlamentares reclamam da falta de atuação prática por parte da autarquia. A proposta mantém a atual estrutura da Agecopa. Mas, ao invés de a agência contar com uma diretoria colegiada, passará a ser denominada de diretoria executiva.

Edição EDIÇÃO 16959




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