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Primeira Página
Quarta-feira, 09 de Março de 2011, 20h:51

VÁRZEA GRANDE

1,5 mil servidores podem ser demitidos

Prefeito interino avalia possibilidade de cortar servidores, com base no relatório da Comissão Processante da Câmara de Vereadores

ANA ROSA FAGUNDES
Da Reportagem
O prefeito interino de Várzea Grande, vereador João Madureira (PSC), vai demitir aproximadamente mil servidores contratados até o final deste mês. A previsão é de que com o relatório da Comissão Processante, instalada na Câmara, os cerca de quatro mil contratados devem ser reduzidos para 2.500. Madureira tomou posse como prefeito na quinta-feira passada. Um dia antes a Câmara dos Vereadores havia aprovado o afastamento do prefeito Murilo Domingos (PR) e do vice Tião da Zaeli (PR) para que uma Comissão Processante formada por três vereadores apurem diversas denúncias de irregularidades na administração. Neste primeiro momento da administração provisória de Madureira o esforço está concentrado para a formação do novo secretariado. Restaram poucos da administração Domingos. O secretário de Finanças, José Augusto de Morais, e que estava acumulando a Secretaria de Planejamento, continua nas duas funções. Os vereadores que participavam da administração de Murilo também ficaram: Baiano Pereira (DEM), no Esporte; e Wilton Coelho (PR), na Educação e Cultura. De modo geral, o novo prefeito adotou uma solução caseira para a situação. Colocou servidores de carreiras e secretários-adjuntos no comando. No entanto, essa solução é provisória, ou seja, os nomes podem mudar para perfis políticos. O vereador Hilton Gusmão, que tem acompanhado o prefeito Madureira, nesses primeiros dias de trabalho, afirma que as primeiras secretarias a passarem por um raio X serão as de Saúde, Educação e Transportes Urbanos. “Sãs as secretarias em que mais ouvimos denúncias sobre servidores que não trabalham. Nós sabemos que a prefeitura virou um cabide de emprego. Além disso a cidade tem um déficit de quatro milhões por mês, por isso precisamos reduzir a folha salarial”, disse o vereador Hilton Gusmão. Uma novidade é o nome do vereador Marcos Antônio de Moraes (PP), conhecido como Doutor Boró, na secretaria de Saúde. Conforme o vereador Hilton Gusmão, Boró é uma boa opção porque, além de ser médico, é do mesmo partido do secretário estadual de Saúde, o deputado federal licenciado Pedro Henry. O vereador conta que em muitas salas de repartições trabalham oito pessoas para um serviço que poderia ser executado pela metade do número de pessoas. O raio X na Secretaria de Transportes também é importante, segundo Hilton, porque é nela que são feitos contratos de locação de maquinários. “Temos notícia de que muitos contratos que só existem no papel, mas que as máquinas não estão operando”, disse o vereador. O afastamento de Murilo e Tião foi aprovado por unanimidade pelos vereadores por um período de até 180 dias, ou até que a Comissão processante conclua os trabalhos.

Edição EDIÇÃO 16959




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