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Cuiabá MT, Quarta-feira, 10 de Junho de 2026

POLÍCIA
Sexta-feira, 25 de Junho de 2010, 20h:17

CASO LICIANE

Sobrevivente deve ser ouvida em breve

Policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) deverão ouvir nos próximos dias a fisioterapeuta e estudante de Direito, Liciane Conceição Ferraz Ferrasioni, de 28, que sobreviveu ao tiro disparado pelo ex-marido, o médico ginecologista Afrânio Maia de Almeida, de 33, que matou a filha do casal, Maria Clara Ferraz Maia, de 6 anos e se matou em seguida. O crime ocorreu anteontem de madrugada, no Residencial Vilas Boas, no bairro Santa Rosa II, em Cuiabá. O depoimento dela é considerado fundamental, uma vez que poderá esclarecer alguns pontos que ainda estão obscuros da morte da filha e o suicídio do ex-marido. As imagens do circuito de segurança do condomínio também não ajudaram, uma vez que a câmera fica circulando e gravou apenas algumas partes do ocorrido. Uma das dúvidas a serem dissipadas é o fato de ela ter entrado em luta corporal com o ex-marido e, por isso, se justificaria ele ter atirado cinco vezes. “Havia vestígios de luta corporal entre os dois (Liciane e Afrânio)”, informou um policial. Conforme o relato de testemunhas, cerca de uma hora antes da tragédia, Afrânio esteve no condomínio, onde discutiu com a esposa e com o namorado dela, Wilker Patrick Melo, de 23. “As imagens mostram que um Celta preto estava estacionado em frente da casa. Assim que o veículo saiu, apareceu Afrânio”, explicou um policial. De acordo com as investigações, Afrânio voltou até a casa de Liciane cerca de uma hora depois. Ele teria recebido uma ligação em seu celular informando que Wilker tinha chegado. A partir daí, retornou armado com as duas armas - um revólver calibre 38 usado no crime e uma pistola, que ficou na pasta. Afrânio chegou a pé, sendo levado de carro por alguém. Os policiais querem identificar essa pessoa que lhe deu carona e ouvi-la. “O depoimento desse caronista é muito importante”. Wilker deverá ser ouvido novamente, pois alguns pontos de seu relato também não ficaram claros. Ele explicou que estava no quarto com Liciane no momento em que Afrânio invadiu a casa e ainda fechou a porta para não ser atingido, mas não ficou claro o momento em que saiu de lá. O delegado Antônio Esperandio explicou que, apesar de receber os laudos, tanto de local como de necropsia, é necessário ouvir as testemunhas para não ficarem dúvidas antes de concluir as investigações. Os policiais ainda não sabem quando poderão ouvir a vítima, pois ela está internada no Pronto-Socorro de Cuiabá (PSC) e seu estado de saúde ainda não permite que ela fale sobre o caso. Liciane foi submetida uma intervenção cirúrgica e está em recuperação. Anteontem à tarde, ela foi levada de cadeira de rodas ao velório da filha, que ocorria na funerária em frente ao PSC. (AR)

Edição EDIÇÃO 16959




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