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POLÍCIA
Quinta-feira, 14 de Junho de 2007, 20h:38

MATA GRANDE

Segurança está abalada em Rondonópolis

Investigador responsável em apurar a fuga dos 59 detentos da penitenciária disse temer por população e por policiais; sete foram recapturados

ROBERTO NUNES
Da Reportagem
Responsável pelo inquérito que apura as causas da fuga de 59 presos da penitenciária da Mata Grande, o delegado Antônio Carlos de Araújo, da Distrital de Vila Operária, revelou ontem ao Diário que não é apenas a população em geral que está sujeita à ação dos criminosos - mais dois deles recapturados ontem, por volta das 16 horas. São eles Maciel Costa da Silva, 22, e Jurandir da Silva Morais, 26, que estavam escondidos em um buraco, próximo da MT-130. Os próprios policiais (civis e militares) envolvidos na operação de recaptura, segundo ele, são alvos em potencial dos bandidos – entre homicidas, traficantes e seqüestradores -, a partir da fuga em massa, ocorrida na madrugada de quarta-feira. Antônio Carlos de Araújo observou que a maioria dos fugitivos é considerada de alta periculosidade – alguns deles foram presos pelo próprio delegado. “Na ocasião em que grande parte desses elementos foram presos, muitos deles ameaçaram veladamente delegados e agentes da Polícia Civil, além de policiais militares”, afirmou o delegado. As polícias Civil e Militar, diante disso, adotaram uma estratégia especial para caçar os bandidos. A Secretaria de Justiça e Segurança Pública adotou medidas especiais para reforçar a segurança da penitenciária e recapturar os fugitivos. De acordo com o comandante da Polícia Militar no Sul do Estado, coronel Pedro Sidney Sampaio, a corporação, em parceria com a Polícia Militar, está trabalhando dia e noite na recaptura dos fugitivos. “A PM está atuando com uma variável do policiamento ostensivo nas ruas da cidade: a pé, em motos e viaturas, com 70 policiais por turno, além de equipes de operações especiais de Cuiabá. Com esta ação, buscamos dar mais segurança à população”, afirmou o oficial. Segundo o comandante, a caça aos presidiários é feita nas zonas urbana e rural e nas cidades vizinhas a Rondonópolis. “Os presos que fugiram, na maioria, são traficantes que têm dinheiro e, de certa forma, não vão provocar uma onda de crimes na cidade. Mas há outros que não hesitarão em cometer qualquer tipo de violência. A sociedade deve ficar atenta e denunciar qualquer atitude suspeita”, observou Pedro Sidney. Os 59 presos fugiram da Mata Grande na madrugada de quarta-feira, por volta das 2h. Os presos escaparam por um túnel de mais de 30 metros ligando o raio 1 à lateral externa da unidade prisional.

Edição EDIÇÃO 16959




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