POLÍCIA
Terça-feira, 18 de Agosto de 2009, 20h:14
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INVASÃO
Sede da Avem é revirada e DVD, roubado
STEFFANIE SCHMIDT
Especial para o Diário
Um alerta que não surtiu efeito. Assim a fundadora da Associação de Vítimas de Erros Médicos (Avem), Fátima Oliveira, classifica a invasão ocorrida no último final de semana, na sede da entidade. Na última segunda-feira, quando chegou ao escritório pela manhã, na avenida Floriano Peixoto, a secretária da entidade encontrou todos os documentos espalhados pelo chão, além de móveis danificados. Segundo Fátima, apenas um aparelho de DVD foi levado. Dentro, tinha uma gravação que é um documentário dos trabalhos da entidade. Foi produzido em 2007, por isso, não acredito que tenha sido sobre algum caso recente, acho que foi mais um aviso, disse. No local, vários objetos de valor como duas televisões, uma impressora multifuncional e um aparelho médico no valor de R$ 8 mil permaneceram no mesmo local. Não tenho medo algum. O que eu tinha de mais precioso, que era meu filho, já me foi tirado por um erro médico, afirmou. A porta do armário onde estavam os documentos foi totalmente arrancada. Isso não tem sentido algum, porque a chave estava na porta. Só queriam destruir mesmo, afirmou Fátima. Alguns prontuários de pacientes e ultra-sonografias consideradas importantes estão guardados em local seguro, segundo ela. Os invasores teriam entrado pelos fundos, onde foi encontrado um furo no teto, que dá acesso ao quintal da casa onde funciona a Avem. Era a única sala que possui teto de gesso, por isso, acho que partiu de alguém que, no mínimo, conhece o trabalho que a gente faz, afirmou Fátima. O caso foi registrado no Centro Integrado de Segurança e Cidadania (Cisc) do Verdão. Por volta de 20h30 de segunda-feira, a perícia técnica foi ao local. Eles coletaram impressões digitais na geladeira. Vamos aguardar o resultado para tomar as providências cabíveis. Queremos punir quem for o responsável por isso, afirmou o advogado da Avem, Fábio Capilé. O resultado demora, em média, 30 dias. Desde que surgiu, a partir da luta de Fátima pela justiça quanto à morte de seu filho, a Avem tem 100 processos propostos na Justiça estadual. Destes, apenas um teve deferimento a favor da vítima. São muito demorados e a Justiça local é feita de coronelismos. Somos vítimas duas vezes: do erro médico e da Justiça, disse.