POLÍCIA
Segunda-feira, 23 de Junho de 2008, 19h:40
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FRAUDE ELETRÔNICA
Rapaz tenta clonar cartões em caixa
Ravênio José da Silva Gomes, de 25 anos, chamou a atenção de funcionários de um supermercado quando instalava equipamento
ADILSON ROSA
Da Reportagem
Policiais militares prenderam Ravênio José da Silva Gomes, de 25 anos, flagrado instantes depois de instalar uma máquina conhecida como chupa-cabra, num caixa eletrônico do Supermercado Modelo do Aeroporto, em Várzea Grande. Ele chegou ao supermercado usando um uniforme com a inscrição manutenção, abriu o caixa eletrônico e instalou o dispositivo na parte interna do terminal. Como não pediu autorização para a gerência, os funcionários desconfiaram e acionaram a PM. Localizado minutos depois próximo do Aeroporto Marechal Rondon, ele disse informalmente que estava com passagem marcada para Goiânia. O serviço fora praticado, segundo ele, a mando de um homem conhecido como Welington, morador da capital goiana. Policiais da Delegacia do Complexo do Parque do Lago suspeitam que o equipamento seria usado para gravar número de cartões de crédito e senha de clientes. Em seguida, os dados seriam retirados num equipamento com tecnologia bluetooth, que recebe informações sem fio. Ao contrário dos outros chupa-cabras, este equipamento foi colocado na parte interna e, por isso, ninguém perceberia. A partir daí, as informações seriam usadas para clonar cartões e fazer saques indevidos. É possível que ele tenha feito várias vítimas ou dezenas delas tanto em Cuiabá como em Várzea Grande, arriscou um policial. Ao ser interrogado formalmente, Ravênio se reservou no direito de falar somente em juízo. Como não conseguiu praticar a fraude, foi autuado no crime de tentativa de estelionato. Como a pena é considerada branda, provavelmente ficará pouco tempo preso. Segundo os policiais, Ravênio chegou até o setor de caixas eletrônicos, onde existem quatro máquinas, e abriu o caixa do Banco do Brasil. O fato de não pedir autorização a ninguém o que é praxe chamou a atenção de funcionários. Detido, ele estava com outra roupa e com uma maleta de notebook (computador portátil) sem o aparelho. Os policiais logo desconfiaram. Como o supermercado tem circuito interno de segurança, através da gravação, os PMs confirmaram se tratar da mesma pessoa. Ele (Ravênio) voltou lá e retirou o equipamento, que foi apreendido. O uniforme de manutenção foi deixado no banheiro do supermercado e apreendido também, informou um policial. Para o delegado Douglas Turíbio, da Delegacia do Parque do Lago, o relato do golpista está incompleto, pois falta uma série de detalhes para completar a história. Falta o notebook, que pode ter sido passado a um cúmplice. Quem garante que essa outra pessoa não iria voltar ao caixa e retirar todas as informações armazenadas?, questionou o delegado.