A Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF) desarticulou na noite de anteontem uma quadrilha acusada de praticar uma série de assaltos em postos de gasolina, mercearias, bares e lanchonetes de Barra do Garças e Nova Xavantina. O bando vinha agindo há mais de cinco meses e começou a ser desvendado no final de dezembro. Cinco pessoas foram presas e responderão por crimes de assaltos, latrocínio e tentativa de latrocínio. A desarticulação do bando começou com a prisão em Nova Xavantina dos assaltantes Márcio Luiz Borges e Célio dos Santos Mesquita, acusados de envolvimento com um latrocínio e uma tentativa de latrocínio (roubo seguido de morte). A partir deles, a Polícia Civil começou a investigar a participação em outros crimes. Com a prisão deles foi questão de dias chegar aos demais integrantes da quadrilha. Os dois confessaram a autoria dos assaltos e apontaram os irmãos João Farias Rodrigues Filho e Ribamar Júnior Alexandrino Rodrigues e Levy da Silva Bonfim como co-autores dos atos. Inclusive, uma das armas usadas nos assaltos estava em poder dos irmãos Rodrigues, disse o delegado João Pessoa Moraes Filho, titular da DERF. Levy, o último a ser preso, foi ouvido na manhã de ontem e, depois, liberado pelo delegado para responder o processo em liberdade. Ele é acusado de emprestar uma motocicleta para a realização dos delitos. A série de assaltos aconteceu no segundo semestre de 2010. Usando revólveres, um carro e uma motocicleta, o bando se revezava na prática dos crimes, intimidando pessoas e fazendo reféns para saquear os caixas dos estabelecimentos comerciais. A quadrilha começou a agir em Barra e se expandiu para Nova Xavantina, onde teria praticado um latrocínio e uma tentativa de latrocínio. Márcio Borges é apontado como o mentor intelectual dos atos criminosos e responsável direto pelo aparelhamento dos comparsas com as armas e apoio logístico com seu veículo. Márcio e Célio estão presos em Nova Xavantina sob a acusação dos crimes de latrocínio e tentativa de latrocínio. Agora, representamos pela prisão deles em Barra do Garças pelos assaltos e furtos aqui praticados, disse o delegado, que elogiou o empenho dos investigadores da DERF para elucidar a onda de roubos que amedrontaram a cidade. A Polícia Civil está investigando também a existência de outros integrantes, já que a quadrilha vinha agindo em duas cidades e, ainda produtos adquiridos com dinheiro proveniente das ações.