NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Quinta-feira, 18 de Junho de 2026

POLÍCIA
Quarta-feira, 20 de Junho de 2007, 20h:17

SIMULAÇÃO

Justiça manda prender dois soldados

Saíram das armas dos policiais os tiros que mataram uma pessoa e deixaram nove feridas em Rondonópolis

A Justiça Militar decretou a prisão de dois dos soldados envolvidos na simulação desastrada que resultou na morte de um garoto e deixou outras nove pessoas feridas no bairro Jardim das Flores, em Rondonópolis, no último dia 26 de maio. A maioria das vítimas era formada por estudantes da escola Princesa Isabel. O caso ganhou repercussão nacional e provocou mais uma crise da gestão de Carlos Brito à frente da Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública. A prisão foi requerida pelo coronel Joelson Sampaio, que está à frente do Inquérito Policial Militar aberto para investigar as circunstâncias do crime. “O exame de balística leva aos dois policiais”, afirmou o coronel Sampaio, que preferiu não revelar o nome dos dois soldados presos. “São apenas suspeitos. Mais tarde, podem ser inocentados”. A prisão foi decretada na última terça-feira à tarde e os dois soldados já estão recolhidos no 5º Batalhão da Polícia Militar de Rondonópolis. O laudo da balística foi encaminhado na semana passada ao delegado João Pessoa, que investiga o crime na esfera civil, e confirmou que os tiros partiram de pelo menos uma das escopetas calibre 12 utilizadas na ação. A tragédia resultou na morte do estudante Luis Henrique Dias Bulhões, de 12 anos. Desde o princípio das investigações, as autoridades acreditavam que houve negligência por parte dos policiais. Além da detenção dos soldados envolvidos no episódio, a simulação atrapalhada provocou ainda a demissão dos comandantes da Polícia Militar na Região Sul. Menos de uma semana depois da tragédia, Carlos Brito anunciou a troca do tenente-coronel Wilquerson Felizardo Sandes pelo coronel Pedro Sidney Figueiredo de Souza no Comando Regional 4, responsável pela região de Rondonópolis. O comandante da cidade, Wilker Soares Sodré, também deixou o posto. A apresentação da PM fazia parte de um mutirão comunitário realizado pela prefeitura de Rondonópolis. A ação previa uma abordagem a um ônibus “seqüestrado”. A primeira parte da simulação terminou sem percalços. A tragédia ocorreu no momento em que os soldados entraram no ônibus e começaram a atirar em um alvo imaginário. Em pelo menos uma das armas havia balas de verdade, ao invés de festim. Os tiros atingiram pessoas que estavam a cerca de 50 metros do veículo. O garoto Luis Henrique recebeu um disparo na cabeça e morreu instantes depois. Já a professora Porcina Adriana Ferreira, de 33 anos, tomou um tiro no olho. Ela já bem e não corre o risco de ficar cega.

Edição EDIÇÃO 16965




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL